Na lista de Fachin, Vander nega recebimento de R$ 50 mil para caixa dois

Política Imprimir
Sábado, 15 de Abril de 2017 - 05h39

Entre os nomes da lista do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou abertura de inquérito no início de abril, o deputado federal Vander Loubet (PT) se pronunciou pela primeira vez, oficialmente, após a relação completa dos políticos ser divulgada, incluindo o também deputado petista Zeca do PT.

Por meio de nota em uma rede social, o parlamentar nega ter recebido ilegalmente R$ 50 mil para campanha eleitoral em 2010 e que irá provar sua inocência. Confira a nota abaixo, na íntegra:

“Em relação à abertura de inquérito autorizada pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), tendo como base as delações de funcionários da construtora Odebrecht, venho a público esclarecer o seguinte:

1) Inquérito significa investigação. Portanto, a abertura de inquérito não deve ser entendida como juízo antecipado sobre autoria e materialidade de um delito. Não é uma condenação.

2) A delação por si só é apenas um lado da questão. Um ou mais depoimentos não constituem, por si sós, meios de prova.

3) Tive acesso ao conteúdo da acusação e, ao contrário do que algumas publicações sugerem, não serei investigado por corrupção, lavagem de dinheiro ou fraude.

4) A acusação feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra mim é de ter recebido recursos não contabilizados (o chamado “caixa dois”) para minha campanha eleitoral de 2010. Isso não ocorreu.

5) Volto a esclarecer que todas as contribuições recebidas durante minhas campanhas eleitorais sempre foram oficializadas em prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral – incluindo a doação de R$ 50 mil citada na delação. Ou seja, não houve ilegalidade alguma e isso ficará provado no curso da investigação.”

A investigação é contra oito ministros do governo de Michel Temer (PSDB), 24 senadores e 39 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas – como mostram as 83 decisões do magistrado do STF, conforme o jornal Estado. Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 23 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.

O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal, com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht, todos com foro privilegiado no STF.

Fonte: Topmidianews

© 2010-2017 - Todos os direitos reservados - Portal do MS - contato@portaldoms.com.br