Municípios calculam prejuízos com a paralisação das obras da CCR

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Segunda-Feira, 17 de Abril de 2017 - 07h22

Municípios onde a CCR MS Via estava duplicando a BR-163 calculam os prejuízos com a paralisação das atividades da companhia. Além das quotas de ISS (Imposto Sobre Serviços) que deixarão de ser arrecadadas, alguns segmentos sofrerão queda no movimento e a mobilidade urbana em alguns pontos será prejudicada sem a conclusão de retornos e acessos previstos no projeto.

A empresa quer se livrar da responsabilidade de duplicar toda a pista até 2020, conforme foi estabelecido na concessão. Na proposta enviada à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), a CCR pede que não haja mais prazo para concluir o serviço e cogita rescindir o contrato em caso de resposta negativa, mesmo diante do pagamento de multa.
Enquanto isso, nos municípios onde as obras avançavam, as máquinas foram abandonadas. “Eu acho que é uma saída de fininho para uma coisa que eles achavam que iam fazer, mas não estão dando conta”, diz o presidente do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste, Julio César Bortolini.

Para o seguimento, a duplicação ajudaria a baratear o frete e escoar a safra mais rapidamente. O problema, segundo ele, é que enquanto os trabalhos não forem concluídos, não é possível atravessar a pista em alguns pontos.

“Nara as cidades que são lindeiras a obra, a mobilidade rural acabou. Você não atravessa de um lado para outro. Não tem como passar maquina de lado para outro da BR-163”, reclama.

Fonte: CG News

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