Com estilos criativos e inusitados, rolimãs viram brinquedos de universitários

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Domingo, 18 de Junho de 2017 - 09h17

Ontem de manhã, o estacionamento B da Universidade Católica Dom Bosco, em Campo Grande, se tornou uma pista para carrinhos de rolimã. A disputa, promovida pela instituição, integra alunos dos cursos de Engenharia Mecânica, de Controle e Automação, Elétrica e de Computação faz parte das aulas da disciplina “Introdução à Engenharia”.
Os acadêmicos tiveram a tarefa de construir, do zero, um carrinho completo. Muitos criam conceitos e estilos criativos, sem esquecer das questões técnicas e de segurança. E o vencedor não é quem chega primeiro, mas sim quem realiza a melhor descida no estacionamento.

Um dos carros que mais chamou atenção foi o idealizado pelas amigas Clara Gonçalves, 18 nos, Ariany Dias, 19, Isabela Braz, 17, junto do amigo Gabriel Hiroaki, 18. O carro rosa, intitulado “Penélopes e Biel”, foi inspirado na personagem Penélope Charmosa, do desenho animado “Corrida Maluca”. A ideia era combater alguns estereótipos.
“Nós somos um grupo de meninas na Engenharia, e muita gente ainda acha que mulheres não sabem pilotar, então projetamos esse carro rosa. Deu muito trabalho, não é fácil [construir]”, conta Clara. O piloto escolhido para descer a rampa foi Gabriel. “Nós três somos estabanadas, mas o Gabriel vai pilotar o carrinho quebrando outro tabu: o da masculinidade, para mostrar que homem pode pilotar um carro rosa”, brinca a estudante.

Outro carrinho com diferencial foi o criado pelos amigos Mateus Henrique Lima, 19, Renan Bregochi, 17. Jenilson Cruz, 18, Pedro Henrique Cerbino e Maurício Cerioli, 17. Com 22 quilos de chapa, o carrinho é todo fechado e ganhou patrocínio da empresa de engenharia e eletrônica Bosch. “Foi muito bom, a gente conseguiu até o interessa da empresa”, exclamou Mateus.

Muitos dos participantes também receberam a ajuda dos pais, que tiveram uma infância mais ligada ao universo dos rolimãs. O mecânico Aguinaldo Santana, 50 anos, foi quem mais auxiliou o filho, Vinícius Cardoso, de 17. Juntos, eles criaram um carrinho cheio de sensores – incluindo um bluetooth na parte da frente. “O sensor de ré manda as medidas em polegadas e em centímetros para o celular”, explica o acadêmico.

“Foi muito bom trabalhar juntos, apesar que discutimos muito em algums pontos do projeto. Meu filho é muito detalhista”, conta o pai, rindo. “Acho que toda criança já brincou com rolimã, era muito comum”, aponta.

Fonte: CG News

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