CPI para investigar Azambuja deve ser publicada nesta segunda

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Domingo, 18 de Junho de 2017 - 22h21

Ato de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar irregularidades fiscais e tributárias em Mato Grosso do Sul deve ser publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da Assembleia Legislativa.

Na terça-feira (20), parlamentares devem anunciar, em plenário, quem será o presidente e o relator da CPI e no dia seguinte está prevista a primeira reunião da comissão, às 15h30, no plenarinho da AL.

Enquanto isso, nos bastidores, deputados disputam a presidência e a relatoria da comissão. Conforme Regimento Interno da Casa de Leis, quem faz o requerimento da constituição da CPI tem o direito de escolher entre ser presidente ou relator.

O autor do pedido da CPI foi Paulo Corrêa (PR) e, por esse motivo, ele deve assumir o comando das investigações.

O republicano, se for presidente, poderá escolher seu relator. Se isso ocorrer, Corrêa está inclinado a indicar Eduardo Rocha (PMDB). Os dois trabalham juntos como presidente e vice-presidente, respectivamente, na Comissão de Turismo, Indústria e Comércio da Casa de Leis, que lida diretamente com benefícios fiscais de todo o Estado.

“Esta pode ser minha sexta CPI e todas deram resultado”, reforçou Corrêa. No entanto, ainda é possível colocar os nomes à disposição para apreciação do colegiado. Foi assim a escolha do grupo quando ainda era Comissão Especial, quando ele foi eleito presidente por ser o único que não tinha o nome citado entre as delações da JBS.

Também já apresentou nome para disputar a relatoria do caso o deputado estadual Pedro Kemp (PT). “Eu sempre tento. Na eleição da Comissão Especial coloquei meu nome, só que eu não tinha voto. Eles são maioria. Eu sou sozinho”, relembrou.

Isso porque, fora ele que é oposição, o restante da CPI é composta por Paulo Siufi (PMDB), que se declara independente da base aliada do governador; por Corrêa, Rocha e Flávio Kayatt (PSDB), que apoiam Reinaldo Azambuja (PSDB).

A previsão é que as investigações durem 120 dias, podendo ser prorrogável por mais 60 dias. As reuniões serão abertas para população e imprensa.

Fonte: Correio do Estado

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