Reinaldo polariza com André e Marquinhos vira fiel da balança

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Quarta-Feira, 27 de Setembro de 2017 - 08h23

Se as eleições fossem hoje, com certeza duas das principais lideranças de Mato Grosso do Sul estariam polarizando a preferência dos eleitores: o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e o ex-governador André Puccinelli. Dias atrás, este não era o cenário das previsões amparadas na lógica do momento, que diante da indefinição de Puccinelli e dos desgastes de Azambuja criaram campo favorável ao surgimento de uma terceira via – nomes não faltam, entre os quais o senador Pedro Chaves (PSC), o juiz federal Odilon de Oliveira, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, e até o governador Zeca do PT, entre os mais cotados.

Porém, uma mudança significativa se desenha e repõe os antigos favoritos de volta ao lugar que ocupavam na ponta das projeções. Azambuja vive os melhores momentos políticos de seus dois anos e meio de administração. Passada a efêmera euforia dos primeiros dias após a posse, vieram longos e cruciantes meses de desgastes para um governador que assumiu criando grandes expectativas na população.

Pagar salários do funcionalismo em dia parecia o único feito de vulto em uma gestão espremida pelas crises conjunturais e a violenta queda de receita. A popularidade de Azambuja despencou, num cenário de desgastes agravado por denúncias de delatores premiados com o alívio de suas penas. No entanto, quando já se apostava que o tucano se atrapalharia no projeto de reeleição e a concorrência se beneficiava disso, o governo desanda a distribuir investimentos.

Em todos os quadrantes do Estado, há algumas semanas o prestígio de Reinaldo Azambuja se reaqueceu. Além de indicadores nacionais atestando que Mato Grosso do Sul está entre os principais geradores brasileiros de vagas de trabalho e é o quinto estado mais atrativo para investimentos, Azambuja é vitaminado pelo sucesso da política de captação e fomento com que, política e financeiramente, vem tocando obras em todas as regiões.

Se a força político-eleitoral de Puccinelli é indiscutível, Azambuja também se mantém na mesma toada, turbinado para a disputa sucessória. E com essa polarização, dois desdobramentos lógicos se pronunciam: um, o reforço na cautela de quem estava avançando na tentativa de tornar-se a terceira via; outro, a afirmação do peso político com caráter decisivo do prefeito Marquinhos Trad (PSD).

Equidistante das paixões alimentadas por tucanos e peemedebistas nas chances de Azambuja e Puccinelli, o prefeito anda serenamente empenhado em viabilizar seu governo. E por ser esta uma tarefa das mais complexas, tendo em vista o desastre financeiro e administrativo que herdou de seus antecessores, cada ação de Marquinhos é valorizada ao quadrado.

A cidade já tem outra feição, as obras e serviços, apesar do pouco tempo de mandato, já dão outra visibilidade à capital e pontuam o desempenho do gestor nos níveis mais elevados. Muito forte política e eleitoralmente, bem articulado junto às forças sociais, gozando de prestígio junto às maiores forças políticas (das parcerias que vão do governador Azambuja ás bancadas municipal, estadual e federal), Marquinhos Trad não permite que a questão eleitoral de 2018 interfira na governança de Campo Grande.

Fiel da balança ele tem convicção que será. Poderia, se quisesse, entrar de opção para a disputa do governo estadual. Porém, não quer desviar o foco do envolvimento que tem com as esperanças nele depositadas pela cidade onde nasceu.

Que ninguém espere de Marquinhos um posicionamento antecipado para 2018. A gestão da cidade é o centro de suas intervenções e por ela não vai entrar em bola dividida antes da hora. Valoriza a parceria com o governo estadual, mas não faz disso uma válvula de escape para alguma porção de ressentimentos que eventualmente possa ter sobrado desde que deixou o PMDB rompido com Puccinelli.

Os dias são outros e Marquinhos sabe disso. E, com certeza, Azambuja e Puccinelli igualmente estão cientes que o prefeito do maior colégio eleitoral do estado, dono de índices consagradores de aprovação de governo e popularidade, já é o fiel da balança para 2018. Que cada um desenvolva sua estratégia de aproximação e usufruto.

Fonte: Topmidianews

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