Cinco deputados do MS votaram pela criação de fundo público de campanha

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Quinta-Feira, 05 de Outubro de 2017 - 08h10

Cinco deputados federais por Mato Grosso do Sul votaram a favor da criação do fundo público de campanha, questão analisada durante esta quarta-feira (4) na Câmara Federal, em Brasília (DF). A votação foi concluída nesta noite e, agora, vai à sanção do presidente Michel Temer (PMDB).

O plenário aprovou por 223 votos favoráveis, 209 contrários e três abstenções, o projeto de lei do Senado que cria o fundo com recursos públicos para o financiamento de campanhas eleitorais.

Entre os representantes sul-mato-grossenses que votaram favoráveis ao fundo estão Carlos Marun (PMDB), Dagoberto Nogueira (PDT), Luiz Henrique Mandetta (DEM), Vander Loubet (PT) e Zeca do PT. Já os que votaram contra foram Elizeu Dionizio (PSDB), Geraldo Resende (PSDB) e Tereza Cristina (PSB).

Inicialmente, a matéria foi aprovada por votação simbólica, mas um destaque proposto pelo PHS permitiu que o texto fosse votado nominalmente pelos deputados. A divergência sobre o tipo de votação gerou debate acirrado entre os parlamentares.

Para estar em vigor nas próximas eleições, o tema deve ser aprovado e sancionado até 7 de outubro, um ano antes do pleito. Para viabilizar a apreciação da matéria e garantir a vigência na norma em 2018, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se comprometeu a negociar que os pontos divergentes entre deputados e senadores sejam vetados.

Caso fosse alterada pelos deputados federais, a proposta ainda deveria retornar para análise dos senadores, o que poderia inviabilizar a ativação da nova norma para o ano que vem.

Projeto – O projeto estabelece que as campanhas eleitorais serão financiadas por parte do valor destinado às emendas em anos eleitorais. Além disso, o fundo eleitoral será composto com recursos da compensação da propaganda eleitoral gratuita nas emissoras de rádio e televisão, que será reduzida.

Com a redução, o governo gastará menos com as emissoras, que são pagas por meio de isenção de impostos. A expectativa dos parlamentares é de que os recursos alcancem o valor de R$ 1,7 bilhão.

Divergência – O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) criticou a apreciação do texto-base da medida por votação simbólica, sem verificação nominal dos parlamentares, o que gerou um debate acalorado no plenário. “É uma vergonha, sem pudor. Depois os deputados querem pedir respeito à sociedade brasileira quando não querem expor o seu voto. Se escondem atrás do voto simbólico dado por seus partidos em uma votação falaciosa”, disse.

Apesar de defender o financiamento público para as campanhas eleitorais, o líder do PSOL, deputado Glauber Braga (RJ), criticou o texto aprovado pelos parlamentares. O partido orientou os deputados da sigla a votar contra o PL.

“Nós somos à favor do financiamento público de campanha, mas não somos a favor dessa proposta apresentada pelo senador Romero Jucá. Não somos a favor do fim da propaganda partidária. Não somos a favor da concentração de recurso nos grandes partidos da ordem, como é aqui o que está se propondo. Não somos a favor de que a definição do financiamento público de campanha não passe por um acompanhamento popular”, ressaltou.

Já o deputado Celso Pansera (PMDB-RJ) defendeu a aprovação do fundo. “Eu não me escondo em nenhuma posição e quero dizer a todos vocês: acho o fundo mais que necessário, porque nós estamos impedidos de pegar dinheiro de pessoa jurídica, e eu não tenho condições de financiar a minha campanha”, disse.

O líder da minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), destacou que o financiamento público de campanhas é uma bandeira histórica da esquerda brasileira.

“Sempre defendemos o financiamento público de campanhas, porque o financiamento empresarial é fonte inesgotável da corrupção no país”, disse. “Quando eu defendo o financiamento público, é porque temos que garantir a igualdade de condições para a disputa. Nós não queremos só empresário aqui dentro. Queremos fazer com que aquele que quer ser candidato dispute nas mesmas condições que qualquer um outro que vai para disputa eleitoral”, completou.

Fonte: CG News

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