Com salário e 13º atrasados, funcionários param coleta de lixo

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Segunda-Feira, 09 de Outubro de 2017 - 11h12

Mais de 50 funcionários da Solurb, empresa responsável pela coleta, varrição e aterro de Campo Grande, pararam as atividades por falta de pagamento na manhã desta segunda-feira (9). Segundo informações de trabalhadores, eles estão com os salários, referentes a setembro, atrasados e alguns funcionários de férias que ainda não receberam.

O presidente do Seac (Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação do Lixo) Wilson Gomes da Costa explicou que a Solurb já atrasou o pagamento no mês passado, mas teria garantido que o fato não se repetiria.

Porém, no último dia 5, a empresa encaminhou um ofício ao Sindicato informando que após reunião com a Secretaria Municipal de Finanças foram informados de que a Prefeitura iniciaria os pagamentos de forma parcial a partir desta segunda-feira (9).

O ofício dizia, ainda, que diante da situação só podia pagar os funcionários a partir da próxima terça-feira (10). O presidente revelou que, o último sábado (7), encaminhou uma notificação para a empresa informando que os funcionários paralisariam as atividades, dentro do que lei especifica – prazo de 72h -, a partir da notificação.

O prazo da notificação vence às 7h desta terça-feira (10), mas funcionários da coleta já se recusam a trabalhar. O sindicato pontua que o grupo que se nega a trabalhar, nesta segunda-feira (9), terá falta porque ainda não venceu o prazo da notificação.

A Solurb realiza serviço de varrição, coleta e aterro, além de administrativos. A coleta hospitalar continua 100%, mas os demais serviços serão mantidos apenas 30% do efetivo, também como determina a lei.

Um funcionário que trabalha na Solurb há 3 anos disse que entrou de férias no dia 1º e ainda não recebeu “Tenho três filhos, planejei férias com a família e não tem perspectiva”, disse.

“Entrei de férias no dia 28 e não recebi até hoje”, lamente outro funcionário.

Sobre as faltas

Segundo os funcionários, além do atestado médico, as faltas só são abonadas após entrega de um relatório do técnico de segurança da empresa. No entanto, eles têm dificuldades até para entregar esse relatório, pois raramente encontram o profissional na empresa.

De acordo com os trabalhadores, além do desconto de 60% no dia trabalhado, há redução da cesta de alimentação, que é dividida em tipo A, C e E.

“Tipo A é completa, na C vem arroz, macarrão e feijão e na E, que é quando há duas faltas sem relatório só vem arroz e feijão”, disse um trabalhador.

Os funcionários alegam que os descontos estão especificados no contrato, porém não sabiam que enfrentariam dificuldades para encontrar o técnico.

Fonte: Midimax

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