MS 40 Anos: MS nasceu com orçamento de 4 bilhões e 3 governadores em um ano

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Quarta-Feira, 11 de Outubro de 2017 - 08h38

Contemporâneo da Ditadura, Mato Grosso do Sul nasceu numa terça-feira, 11 de outubro de 1977, pelo decreto do presidente Ernesto Geisel. Mas, a nova unidade federativa a se fazer estrela na bandeira do Brasil só ganhou estrutura administrativa a partir de primeiro de janeiro de 1979.

Da caneta do primeiro governador, o gaúcho Harry Amorim Costa surge um Estado com orçamento de quatro bilhões, setecentos e vinte e cinco milhões, trezentos e quarenta mil cruzeiros (Cr$ 4.725.340.000,00).

O valor consta nas páginas amareladas do decreto lei 13, datado de 1º de janeiro de 1979, quando foi publicado o primeiro Diário Oficial de Mato Grosso do Sul. A estrutura era enxuta, num total de oito secretarias.

“Foi dividido em 1977, mas a instalação do primeiro governo é de janeiro de 1979. Nesse período, se montou a máquina administrativa para o Estado começar a funcionar. Em novembro de 1978, houve eleição para a Assembleia Legislativa. Em janeiro de 1979 foi instalado o governo. O nome mais forte da Arena era o de [Pedro] Pedrossian, mas o partido se dividiu e o governo militar indicou Harry Amorim Costa”, afirma a historiadora Marisa Bittar, autora do livro “Mato Grosso do Sul: A construção de um Estado”, em entrevista sobre a gênese de MS.

O primeiro escalão era composto pelas pastas de Planejamento e Coordenação Geral, Fazenda, Administração, Desenvolvimento de Recursos Humanos, Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura Regional e Urbana, Justiça e Segurança Pública. Cada secretário teria direito a vencimentos de 32 mil cruzeiros.

Contemporâneo da Ditadura, Mato Grosso do Sul nasceu numa terça-feira, 11 de outubro de 1977, pelo decreto do presidente Ernesto Geisel. Mas, a nova unidade federativa a se fazer estrela na bandeira do Brasil só ganhou estrutura administrativa a partir de primeiro de janeiro de 1979.

Da caneta do primeiro governador, o gaúcho Harry Amorim Costa surge um Estado com orçamento de quatro bilhões, setecentos e vinte e cinco milhões, trezentos e quarenta mil cruzeiros (Cr$ 4.725.340.000,00).

O valor consta nas páginas amareladas do decreto lei 13, datado de 1º de janeiro de 1979, quando foi publicado o primeiro Diário Oficial de Mato Grosso do Sul. A estrutura era enxuta, num total de oito secretarias.

“Foi dividido em 1977, mas a instalação do primeiro governo é de janeiro de 1979. Nesse período, se montou a máquina administrativa para o Estado começar a funcionar. Em novembro de 1978, houve eleição para a Assembleia Legislativa. Em janeiro de 1979 foi instalado o governo. O nome mais forte da Arena era o de [Pedro] Pedrossian, mas o partido se dividiu e o governo militar indicou Harry Amorim Costa”, afirma a historiadora Marisa Bittar, autora do livro “Mato Grosso do Sul: A construção de um Estado”, em entrevista sobre a gênese de MS.

O primeiro escalão era composto pelas pastas de Planejamento e Coordenação Geral, Fazenda, Administração, Desenvolvimento de Recursos Humanos, Desenvolvimento Econômico, Infraestrutura Regional e Urbana, Justiça e Segurança Pública. Cada secretário teria direito a vencimentos de 32 mil cruzeiros.

Uma particularidade, num retrato típico da época, é que no comando das secretarias, todos eram homens. O tema representatividade da mulher só entraria em pauta na década de 1990. Quase 40 anos depois, o Estado tem um dez pastas no primeiro escalão, sendo apenas duas dirigidas por mulheres: Educação e Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho.

Técnico – Em 1979, o primeiro escalão era formado por Jardel Barcellos de Paula, Paulo de Almeida Fagundes, Nelson Strohmeier Lersch, Odilon Martins Romeo, Afonso Nogueira Simões Côrrea, Carlos Garcia Voges, Nelson Mendes Fontoura, Euro Barbosa de Barros.

Dos setores, a maior parcela era destinada ao setor de obras: 1,1 bilhão de cruzeiros. O perfil do novo governado era mais técnico, mas sua gestão teve vida curta: de primeiro de janeiro de 1979 a 12 de junho de 1979.

“Na verdade, todo governo é político. Mas o governo federal fez fez uma indicação auto-intitulada técnica porque os políticos do novo Estado não chegaram a um acordo sobre o nome a ser indicado. Tinha uma estrutura simplificada de secretarias, isso também , de certa forma, deu à população uma impressão de ser um governo técnico. Mas, logo depois sucumbiu e adotou a estrutura dos outros Estados. O governo chamado técnico teve vida curta”, lembra a historiadora.

Políticos – Para o professor Wagner Cordeiro Chagas, mestre em História pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), o estilo de Harry deixou descontentes. “Acredito que o fato de Harry Amorim ter implementado no estado uma gestão técnica, com secretários de perfil técnico e não político, deixou muitas figuras acostumadas ao velho sistema político que vinha dos tempos de Cuiabá, descontentes com ele”, afirma.

Os interesses políticos fizeram que Mato Grosso do Sul tivesse nascimento turbulento, com três governadores em um ano. Após Harry, o poder foi assumido por Londres Machado, então presidente da Assembleia Legislativa, entre 13 e 30 de junho de 1979. Na sequencia, entre 30 de junho de 1979 e 28 de outubro de 1980, o mais alto cargo no novo Estado coube a Marcelo Miranda.

“Os líderes chegaram a um nome de consenso, o do então prefeito de Campo Grande, Marcelo Miranda Soares, afilhado político de Pedro Pedrossian. Pouco mais de 1 ano depois, Pedrossian, alegando que Marcelo Miranda frustrara suas expectativas, se articulou para derrubou o governador e finalmente conquistou a chefia do Executivo sul-mato- grossense. Não tenho dúvidas de como foi complicado aquele começo de funcionamento de nosso Estado”, afirma o pesquisador.

Fonte: Campo Grande News

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