BENDITA TEMPESTADE: Dois anos depois erosão gigantesca, bairros foram urbanizados em Naviraí

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Quinta-Feira, 02 de Novembro de 2017 - 10h29

Essa é uma história onde encaixaria bem a frase em que muitas vezes “há males que vem para o bem”. Se não fosse a propagada erosão gigantesca que dividiu dois bairros no perímetro urbano de Naviraí, fatalmente a infraestrutura lá implantada, pelo menos na totalidade, levaria mais do que 10 a 15 anos para chegar.

Graças a atuação firme e rápida da gestão municipal, na época, o governo do estado colocou a recuperação como prioridade e hoje os bairros, Paraíso II e Vila Alta, têm ruas com drenagem em 100% delas e asfalto de boa qualidade. Em se tratando na habitual lentidão das obras públicas, a recuperação dos bairros ocorreu em tempo recorde. Em Fevereiro de 2016 as crateras estavam abertas e hoje, menos de 2 anos, os bairros foram totalmente recuperados.

A avenida Ipuitã, que abriu um novo acesso entre a região central e quatro bairros daquela região é a mais bela da cidade. “Todos os dias que passo aqui eu registro a beleza dessa rua que mudou a cara dessa área da cidade”, diz João Paulo Ermenegildo, 41 anos, trabalhador nas obras de conjuntos de apartamentos, em construção nas proximidades, que utiliza esse acesso diariamente. Beleza para quem visita e sossego para os moradores dessas ruas. Em temporada de chuvas como a que estamos passando era um pesadelo. Os riscos de abertura de buracos profundos provocados pela enxurrada não deixava ninguém dormir tranquilo. Algumas residências vieram abaixo e centenas ficaram em situação de risco.

Comerciante na região há três anos, Vanderson Aparecido Ferreira de Souza, 31 anos, diz que chegou a pensar em abandonar o pequeno mercado que abriu para tocar com a esposa. “Meu prédio ficou há 3 metros da erosão, achei que ia desabar” conta, lembrando que em noites de chuva, tinha que sair do bairro, com receio de que tudo fosse levado água abaixo. “Hoje o movimento voltou a normalidade, temos a dificuldade por que a crise tá afetando em qualquer lugar, mas aqui em vista do que era, hoje é realmente o paraíso ”diz.

Além da tubulação de drenagem e asfalto, a estrutura implantada incluiu também um dissipador, que tem por objetivo amortecer a força da água da chuva, evitando o impacto no leito do córrego do Touro e houve a fixação dos tubos das linhas mestras da captação da água pluvial. O próprio prefeito Léo Matos, acompanhava tudo de perto, praticamente um dos chefes de obras. Resultado da luta do jovem prefeito e da pronta resposta do governo estadual foi a solução em definitivo de um problema que ameaçava toda aquela região da cidade.

“E 180 dias fizemos tudo, desde o trâmite burocrático aos serviços propriamente dito” lembra o ex Prefeito, que o tempo todo só falava nos seus objetivos; de ver a tranquilidade e melhoria da qualidade de vida dos moradores, cujo sofrimento acompanhou, e muito de perto.

Fonte: Soares Filho

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