Sem salários, funcionários de indústria fazem manifestação em Naviraí

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Quinta-Feira, 09 de Novembro de 2017 - 07h44

Ao que parece é a repetição da situação vivida por cerca de 200 trabalhadores da Usinavi, planta sucroenergética do grupo Infinity Bio-Energy, em julho de 2015. Sem salários e qualquer solução, os industriários tiveram que recorrer a comunidade e depois a justiça para receberem o que tinham, como direito. Agora, mais uma indústria do setor, que utiliza mão de obra do município, passa por crise, deixando trabalhadores sem receber os vencimentos e qualquer resposta sobre as dúvidas quanto ao futuro da empresa.

De acordo com o sindicato, já são dois meses sem salários e muitos desses funcionários já estariam passando por necessidades. Nesta quarta-feira (08) um grupo de trabalhadores, em greve, foi as ruas de Naviraí para uma manifestação. “É uma forma de mostrar para a sociedade e ao mesmo tempo contar com apoio” revela Altair Custódio, presidente do sindicato dos trabalhadores nas indústrias do açúcar e do álcool de Naviraí.

Muitos trabalhadores, entre os quais 20 haitianos, dizem que não tem mais alimentos em casa, e não tem como comprar o básico para alimentar as suas famílias, além de não terem condições de pagar água, luz ou aluguel. “Como se não bastasse, agora eles cortaram o fornecimento de refeições e estão dizendo para os trabalhadores levarem marmitas”, diz Custódio. O representante dos industriários relata que os atrasos de pagamentos tem sido uma prática constante neste ano. Para piorar, os trabalhadores suspeitam que o dinheiro descontado de seus vencimentos para o pagamento do Fundo de garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e as cestas básicas pactuadas no dissídio coletivo também não estao sendo entregues.

Do total de 350 trabalhadores, 87 foram demitidos na semana passada e os 263 já receberam o aviso de que a indústria deve fechar até o final de novembro. No entanto, eles não receberam o documento do aviso prévio. “Os trabalhadores da Dcoil não sabem quado irão receber os seus vencimentos, não sabem se estão sendo ou não depositadas as parcelas mensais descontadas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviços (FGTS) e por isto não sabem como serão as acertos de contas”, lamenta Altair Custódio.

A Dcoil,em plena safra consegue fazer a moagem de 2,8 mil toneladas/dia de matéria-prima (cana), cujo processamento resulta na produção de 7 milhões a 7,5 milhões de litros de álcool (etanol).

Fonte: Redação e Sulnews

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