Furada! Dietas da internet quase nunca funcionam, revela especialista

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Domingo, 12 de Novembro de 2017 - 10h48

Em tempos de internet, fica cada vez mais difícil não cair em ciladas e ‘contos de fadas’ do emagrecimento rápido. E como não evitar uma furada? Evitar o efeito ‘sanfona’, que consiste no emagrecimento rápido e retorno do peso anterior na mesma velocidade?

Pós-graduada em Nutrologia Esportiva pela HZM – Uningá e mestre e doutoranda pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), a nutróloga Maria Helena Costa Vieira conta o segredo: “A dieta é uma questão de autoconhecimento, se dedicar mais a entender o funcionamento do seu corpo e ter um profissional acompanhando esse processo”.

Segundo ela, as pessoas têm adotado profundas mudanças na rotina de alimentação e de exercícios físicos com base em informações disseminadas à exaustão nos fóruns de internet e redes sociais. Porém, poucos avaliam até que ponto é seguro adotar certos hábitos, ou quais os estudos e evidências científicas que comprovam se há resultado.

“Hoje em dia existem múltiplas dietas e você não sabe qual funciona para você, qual é adequada para o seu organismo. Vou citar como exemplo uma dieta que esteve muito em alta, a Dukan. Você começa ingerindo uma quantidade alta de proteínas e vai acrescentando gradativamente carboidratos, só que você não consegue se forçar a manter essa alimentação para o resto da vida”, revela.

E o jejum?

De acordo com Maria Helena, outra grande dúvida é sobre o jejum intermitente, que se baseia em uma suposta necessidade dos homens das cavernas de passar grandes períodos sem ter acesso a alimentos.

“Mas será que com a nossa rotina atarefada de hoje em dia, você conseguiria fazer isso? Será mesmo que o homem saía para caçar e ficava sem comer absolutamente nada ou no meio do caminho ele comia uma fruta enquanto não fazia uma refeição farta? Não podemos igualar o que acontecia antes com o a realidade de hoje”, enfatiza.

Comer de três em três horas funciona?

Mesmo a famosa alimentação de três em três horas têm suas limitações, dependendo do objetivo do paciente. Conforme a nutróloga, a modalidade se adapta muito bem para atletas e pessoas que precisam de massa muscular, mas pode ser a vilã se o objetivo é emagrecer. Inclusive, tudo depende do metabolismo da pessoa, que deve ser analisado através de exames e de uma avaliação clínica.

“Quando uma pessoa tem o metabolismo acelerado falamos que ela é consumível. Emagrece muito rápido e tem uma dificuldade maior para ganhar músculos, então é preciso fazer um controle mais rigoroso da ingestão de calorias dessa pessoa. No caso de quem tem o metabolismo mais lento, o ideal é comer quando tiver fome, e pronto, sem extrapolar a quantidade de calorias adequadas”, revela.

Congresso em Campo Grande

Maria Helena é uma das participantes do Congresso de Atividade Física, Nutrição, Fisioterapia e Medicina no Esporte, que vai ser realizado pela Amesc-CG (Associação dos Médicos da Santa de Campo Grande) em Campo Grande, nos dias 17, 18 e 19 de novembro.

Segundo a assessoria do evento, a ideia é “reunir especialistas de renome nacional, como a nutricionista Nanda Muller, o preparador físico Rafael Lund e os médicos José Carlos Souto e José Barros Neto e de Mato Grosso do Sul para discutir o que é mito e o que é verdade em termos de nutrição, emagrecimento e atividade física, sempre com embasamento científico”.

Fonte: Diana Christie - Topmidianews

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