Golpistas espalham notícia falsa sobre PF para continuar praticando crimes

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Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017 - 12h26

Estelionatários investigados pela Polícia Federal durante a Operação Ouro de Ofir, deflagrada na terça-feira, continuam a agir. Com a prisão dos líderes do esquema de fraudes financeiras em Campo Grande, corretores e até mesmo pastores envolvidos compartilham, em redes sociais e grupos de WhatsApp, o print de notícia falsa publicada em um site de Mato Grosso do Sul. O objetivo é descredibilizar as ações da PF e aliciar mais investidores para aplicações em um fundo que promete lucro exorbitantes, a partir da repatriação de recursos de uma mina de ouro.

De acordo com a PF, foi instaurado inquérito para apurar a autoria de uma foto atribuindo à instituição uma falsa confissão de que teria errado ao desencadear a operação e prender seu principal alvo, Celso Eder de Araújo, gerente da empresa Company Consultoria Empresarial Eirelli, localizada no Bairro Santo Antônio. Com o título “Polícia Federal admite erros em Operação Ouro de Ofir, Celso Eder Araújo mostra valores que serão pagos a partir de hoje a investidores”, a falso print não mostra detalhes de texto de qualquer reportagem, apenas a manchete.

A imagem permitiu que os estelionatários mantivessem seus golpes e fizessem outras vítimas, com propostas de elevadíssimo retorno financeiro resultante de investimentos irrisórios e histórias fantasiosas. O jornal se posicionou dizendo que não produziu tal conteúdo e que o caso se trata de ‘Fake News’, termo em inglês para notícias falsas.

Também existem áudios com objetivo de gerar confusão às vítimas para que não denunciem e, em alguns casos, aportem mais recursos para enriquecimento dos criminosos, como restou provado pelas buscas e apreensões realizadas. Os responsáveis pela disseminação de tais arquivos também serão investigados.

Fonte: Portal Correio do Estado

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