Primo de jovem morto a tiro em show em Campo Grande diz que não teve briga generalizada

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Terça-Feira, 06 de Fevereiro de 2018 - 09h43

Marcio Geovane Souza dos Santo disse na audiência desta segunda-feira (5) que não houve briga generalizada e nem agressão por quatro pessoas antes do primo Adilson Silva Ferreira dos Santos, de 23 anos, ser morto com um tiro na madrugada do dia 24 de setembro de 2017, durante o show em um shopping de Campo Grande. Seis pessoas foram ouvidas pela Justiça.

Segundo a testemunha, Santos brigou apenas com o suspeito, o agente penitenciário federal Joseilton de Souza Cardoso, 33 anos. Os dois estavam na fila do banheiro quando começaram a lutar e o acusado caiu no chão.

Márcio disse que viu o primo sair do banheiro e falar agressivamente com o agente penitenciários e, em seguida já ir para cima dele. A testemunha afirmou ainda que tentou segurar o pedreiro para evitar a briga, mas o acusado atirou contra a vítima e ficou com a arma apontada para ele até ir embora.

Outra testemunha que testemunhou a briga e o disparo disse que o pedreiro bateu muito no agente penitenciário. A mulher não conhecia os dois envolvidos. De acordo com ela, três pessoas seguraram a vítima, mas ele escapou porque era muito forte e foi para cima do réu de novo e foi nesse momento que houve o tiro.

A testemunha também disse que o réu gesticulava pedindo para parar a briga, dizendo que não queria brigar. Ela afirmou ainda que a vítima era grande e forte e o réu baixo e franzino. Depois do disparo, Márcio socou os banheiros químicos, chorava e gritava: “tudo isso por causa de um banheiro”, conforme a testemunha.

Outro primo da vítima prestou depoimento e contradisse Marcio sobre conter a briga. Ele não presenciou o fato porque estava no camarote e só ouviu o tiro. A esposa dele disse que o réu estava no banheiro primeiro e a vítima entrou assim que ele saiu.

Joseilton foi conversar com Marcio, perguntou o que era de Adilson e mostrou a arma, dizendo que era agente penitenciário. Nessa hora a vítima saiu do banheiro e perguntou o que estava acontecendo, quando o acusado respondeu que não era da conta dele começou a briga.

Nova audiência foi marcada para o próximo dia 16 de abril. Nessa data devem ser ouvidas duas testemunhas da acusação, que não foram localizadas, além de duas da defesa.

Seguranças
Dois seguranças também prestaram depoimento na 1ª Vara do Tribunal do Júri nesta segunda-feira. A versão de um deles contradiz a defesa de que o acusado teria procurado a polícia logo após o fato para entregar a arma espontaneamente.

A testemunha afirmou que não estava no local do fato porque estava contendo uma invasão de um camarote, quando ouviu um disparo de arma de fogo.

Segundo depois viu o acusado subindo no camarote com a arma na mão. O segurança disse que imobilizou o réu com um mata-leão, enquanto outro tirou a arma da mão dele. A multidão teria tentado agredir, mas os seguranças tiraram o réu do camarote.

Ele ainda disse que chegou a tomar um chute enquanto imobilizava o réu e que ouviu um dos agressores gritar: “você matou meu primo”. Mas não viu o primo da vítima por causa da confusão.

O outro segurança a prestar depoimento falou que ouviu um segundo tiro quando todos se abaixaram para se proteger. Ele confirmou a versão do colega.

Fonte: G1/MS

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