Quarta-Feira, 11 de Dezembro de 2019

Fernandinho Beira-Mar é transferido para presídio de Campo Grande


Ele ficará em cela isolada na Penitenciária Federal
Reprodução

O traficante Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, retornou ao Presídio Federal de Campo Grande, na noite desta quinta-feira (19). Ele estava no Presídio de Mossoró, no Rio Grande do Norte e forte esquema de segurança foi montado no Aeroporto Internacional da Capital para o desembarque e escolta do preso até a unidade penal.

Desembarque aconteceu no início da noite e Beira-Mar foi escoltado por agentes penitenciários federais em um comboio até o presído, onde  ficará no Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), onde o preso fica em isolamento total em relação aos outros e monitorado 24 horas por dia.

Transferência é devido ao rodízio constante de um presídio para outro, por conta da proibição de permanência de mais de dois anos no RDD de um estabelecimento penal. O governo federal tem hoje unidades penitenciárias em Campo Grande, Catanduvas (PR), Porto Velho (RO), Mossoró (RN) e Brasília (DF), que revezam os presos. 

Ele já passou pela Penitenciária Federal de Campo Grande em 2007, transferido de Catanduvas (PR). Em dezembro de 2010, ele foi transferido da Capital para a a penitenciária federal de Catanduvas, novamente. 

PRESO

Narcotraficante e apontado como ex-líder da facção criminosa Comando Vermelho, Beira-Mar foi preso em 2001, ao ser capturado por autoridades militares da Colômbia em um acampamento das Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia, as “FARC”, onde havia se refugiado e estava aprendendo táticas de guerrilha e união de milícias. 

Desde 2006, Fernandinho Beira-Mar está preso em uma penitenciária federal. Em 2007, a Polícia Federal investigou o criminoso e descobriu que, apesar da vigilância, ele manteve o fornecimento de drogas (maconha e cocaína) para a maior facção de drogas do Rio. A investigação da PF, na ocasião, levou 19 pessoas para a prisão.

Em condenações, o traficante acumula penas que somam quase 320 anos de prisão em crimes como tráfico de drogas, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e homicídios.

Em 2015, o criminoso foi condenado a 120 anos de prisão apontado como responsável liderar uma guerra de facções, em 2002, dentro do presídio de segurança máxima Bangu I, no Complexo Penitenciário de Gericinó, na Zona Oeste do Rio, quando quatro rivais foram assassinados.


Fonte: Correio do Estado