Quinta-Feira, 02 de Julho de 2020

Bolsonaro pode dar ao Centrão o controle de R$ 78 bilhões do orçamento


DNIT, responsável por todas as rodovias federais, está entre esses órgãos
Presidente Jair Bolsonaro. Foto: arquivo

O Centrão pode assumir o controle de pelo menos R$ 78,1 bilhões do governo federal, caso a negociação do presidente Jair Bolsonaro com os parlamentares dos partidos que integram este grupo no Congresso Nacional prosperem. O levantamento foi feito pelo jornal do O Estado de S.Paulo.  

Os recursos integram o Orçamento 2020 da união, e estão previstos nos órgãos públicos que os líderes deste bloco informal têm manifestado interesse. O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S.Paulo.  

As nomeações já começaram. Nesta semana, por exemplo, deputados do Progressistas e do Republicanos, já assumiram o Departamento Nacional de Obras contra Secas (DNCOS) e o Ministério do Desenvolvimento Regional.  

Ainda há a possibilidade de nomeações em outros órgãos também estratégicos, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes.  

Outro órgão bastante cobiçado pelos parlamentares do Centrão é o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), vinculado ao Ministério da Educação. O orçamento é bem generoso:  R$ 29,4 bilhões. Foi por meio do órgão que o MEC contratou uma empresa para fornecer kits escolares a estudantes que, segundo o Ministério Público, está envolvida em um esquema que desviou R$ 134,2 milhões de dinheiro público da saúde e da educação na Paraíba.

NOMEAÇÕES

Nesta semana, o Dnocs passou a ser comandado por Fernando Leão, um indicado pelo deputado Sebastião Oliveira (PL-PE), do baixíssimo clero da Câmara. O cargo inicialmente havia sido entregue ao Progressistas, do deputado Arthur Lira (AL). Em busca de apoio de partidos para viabilizar a própria candidatura à presidência da Casa, em 2021, Lira repassou a escolha a Oliveira, numa espécie de “barriga de aluguel”.

Leão era gerente do Procon de Pernambuco, mas rapidamente, foi alçado a chefe de um departamento com orçamento de R$ 1,09 bilhão, dos quais R$ 265 milhões são livres para obras nos grotões do Brasil.  


Fonte: ESTADÃO CONTEÚDO