Terca-Feira, 14 de Julho de 2020

Contratações aumentam 18% e demissões diminuem em MS


No Estado, a construção civil registrou saldo positivo no número de novas vagas de trabalho em maio
A construção civil liderou na criação de vagas.

Apesar de registrar saldo negativo em 1.992 empregos, Mato Grosso do Sul confirma a tendência de desaceleração do número de demissões. O índice apresenta uma melhora quando comparado ao mês anterior, a diferença entre admissões e desligamentos em abril foi de 6.992 demissões. Conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o número de novos contratos aumentou 18% enquanto o número de demissões diminuiu 20% no comparativo entre abril e maio.  

Em maio foram admitidos 11.187 trabalhadores, enquanto em abril o número de contratados era de 9.497. Já o número de pessoas desligadas do trabalho caiu de 16.489 em abril para 13.179 em maio.  De acordo com a economista do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Fecomércio (IPF-MS) esse já era um indicador esperado de amenização da intensidade com que as demissões estão acontecendo.  

“Tivemos um fluxo bastante significativo no fim de março até o começo de maio, mas no resultado geral temos uma perda dessa intensidade. Porque tivemos uma retomada do comércio, uma leve recuperação da intenção de consumo, o Dia dos Namorados movimentou a economia de uma forma diferenciada e temos visto o aumento do fluxo de compras. Então diante de tudo isso, já era esperado que tivéssemos a perda da intensidade [das demissões]. A preocupação que a gente tem é com o avanço do contágio e voltarmos a ter medidas mais restritivas, e termos novamente uma retração na intenção de consumo”, explicou a economista.  

Nos cinco primeiros meses do ano o Estado registra saldo negativo de 1.315 empregos, resultado de 86.128 admissões contra 87.443 demissões. Entre os municípios do Estado, 36 dos 79 finalizaram o quadrimestre positivos. Dourados liderou com saldo de 225 vagas, resultado de 1.551 contratações e 1.326 demissões. Os resultados negativos foram registrados em 40 municípios de MS. O pior resultado na criação de vagas foi registrado em Campo Grande lidera com saldo negativo de 1.538 demissões, resultado de 3.999 novos contratos e 5.537 desligamentos.

SEGMENTOS

Já considerando os setores de atividades econômicas, a construção civil liderou na criação de vagas. O setor registrou a criação de 87 vagas em maio.  O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada (Sinticop-MS), Walter Vieira dos Santos, afirmou que o Estado não registrou demissões. Ele afirmou que foram fechados acordos individuais com empresas para a manutenção dos empregos nesta época de pandemia. “Dos cinco mil trabalhadores do nosso setor, pelo menos dois mil já estão assegurados com acordos feitos entre sindicato e empresas”, diz.  

Segundo o sindicalista, mesmo as empresas que não fecharam acordo já sinalizaram que vão manter o quadro de funcionários. “Todas empresas são unânimes em utilizar como recurso o banco de horas caso haja necessidade, como por exemplo, se houver diminuição de obras”, explicou Santos.

O setor de serviços registrou -1.008 vagas e o comércio liderou com -615 vagas em maio. A economista do IPF-MS, ressalta que pode ser que ainda tenha mais demissões, mas mantendo-se o cenário, intensidade será bem menor.  

“Depende da saúde e do comportamento das pessoas. Em abril nós realmente tínhamos uma intensificação das demissões , em maio a gente já esperava que fosse perder um pouco da força. As expectativas dos próprios empresários para os próximos três meses é que essa intensidade perca ainda mais força, podem ocorrer demissões, mas em proporções muito mais moderadas. Os empresários estão tendendo a manter o quadro de colaboradores”, finalizou Daniela.  


Fonte: Correio do Estado