Quarta-Feira, 21 de Outubro de 2020

Em meio a fase mais grave da Pandemia, município negligencia com tratamento


Naviraí recebe equipamentos para tratar a Covid-19, mas inoperância da saúde não consegue fazer funcionar.
Gerente de Saúde Wellington Santussi. Foto: Reprodução

 

Quem ouve diariamente o Gerente de Saúde Wellington Santussi, fazer explanações no programa de Rádio (boletim com números do Coronavírus apresentado pelas rádios Karandá e Cultura FM), fica convencido de que os protocolos utilizados no Hospital Municipal de Naviraí, superam até mesmo medidas adotadas em grandes centros médicos do Brasil. O “país da fantasia” vendido pelo titular da saúde transmite segurança para quem ouve, mesmo com os números do Coronavírus tendo aumentado quase 1.000% só no mês de Junho, inclusive com duas mortes.

Muito mais do que o crescimento preocupante da propagação, está a incapacidade de colocar para funcionar a estrutura oferecida pela Secretaria de Saúde do Estado, Empresas e Entidades. Passados 50 dias de ter recebido os respiradores para estruturação das UTIs, que conforme garantia do titular da saúde funcionariam imediatamente, tais equipamentos seguem desligados e os pacientes à mercê da sorte.

Nos números da Secretaria de Saúde do MS, de todas as cidades que são macro e microrregionais, só Naviraí não consegue funcionar a estrutura. “Não só as UTIs, mas nas outras áreas, como a hemodiálise em que o governo atendeu ano passado, as últimas solicitações de reforço em apoio, mas que não saiu da promessa”, assegura o vereador Simon Rogério, Presidente da Câmara e um dos críticos ferrenhos a postura do titular da área da saúde na Prefeitura. A população está sendo enganada por esse moço. Estamos diante de um agente demagogo e que não tem qualquer pudor e faltar com a verdade sobre o estado real da saúde municipal, principalmente quanto ao hospital, adverte o vereador.

O resultado da falta de ação na gestão da saúde, é a insatisfação de todo o corpo médico, estando alguns profissionais sobrecarregados e sentindo a falta de condições de trabalho. O município não fez, segundo médicos, a capacitação dos profissionais que deveriam atuar na UTI, já que o treinamento oferecido pelo Estado contou com a adesão só de trabalhadores que não são do quadro. Mesmo que a administração dos equipamentos seja terceirizado, terá que ter equipe treinada. Enquanto isso o sempre calmo, sereno e convincente Gerente, tem diariamente no Rádio, um discurso de que os protocolos de tratamento aqui oferecidos são de 1º mundo, que os casos são 90% espalhados em núcleos familiares, que em breve ?? os respiradores estarão funcionando.

A falta de resposta da gestão do hospital e gerência de saúde, pode até por até em xeque o bom trabalho da Prefeitura na prevenção e maneira democrática com que o executivo vem conduzindo as decisões junto ao comitê de crise.   Até esta quinta-feira, 02 de julho, a cidade contava com 122 casos confirmados, 02 mortes e tem 34 em investigação.

 

 

 

 


Fonte: Redação