Quarta-Feira, 30 de Setembro de 2020

Mato Grosso do Sul ultrapassa 45 mil casos de Covid-19


Foram registradas 16 mortes em um dia, sendo metade delas em Campo Grande
Mais de 500 pessoas estão internadas no Estado - Foto: Valdenir Rezende

Mato Grosso do Sul confirmou 1.035 novos casos e 16 mortes por Covid-19 em 24 horas, ultrapassando os 45 mil casos confirmados da doença causada pelo coronavírus.  

De acordo com boletim divulgado hoje (26) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a média móvel de casos, dos últimos sete dias, continua elevada, com 854 casos novos por dia.

Campo Grande continua sendo o epicentro da doença no Estado e confirmou 426 novos casos da Covid-19.

“Se hoje estamos apresentando mais 1.035 casos, Campo Grande contribui com 40% deles. Há quase dois meses, quase metade dos casos novos são da Capital”, disse o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende.

Do total de casos, 37.579 já terminaram a quarentena, não apresentam mais sintomas e são considerados recuperados.  

Cumprem isolamento domiciliar 6.474 pacientes e 523 estão internados, sendo 273 em leitos clínicos e 254 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Com relação as mortes, das 16 que constam no boletim, oito das vítimas são de Campo Grande, o que corresponde exatamente a metade.  

“Campo Grande já ultrapassou a média. Estava em torno de 6 mortes por dia e passou para 7. Isso nos preocupa muito”, afirmou Resende.  

Demais óbitos ocorreram em Aquidauana, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Bataguassu, Chapadão do Sul e três em Corumbá.

Vítimas tinham entre 50 e 99 anos e duas delas não tinham doenças pré-existentes, as chamadas comorbidades.  

Mato Grosso do Sul soma 783 óbitos por Covid e a taxa de letalidade continua em 1,7%.  

Secretária adjunta de Saúde, Christine Maymone, afirmou que a circulação viral está alta no Estado e pediu para que a população continue com medidas de prevenção, como uso de máscara e distanciamento social.

"Nossas taxas de isolamento continuam sendo  horrorosas e isso contribui muito para que aquilo que já falamos, a taxa de transmissão do vírus se dá muito em relação a baixa taxa de isolamento social, além do não uso de máscara e do não uso das regras de higiene tão difundidas nos últimos seis meses", completou Resende. 

 

Fonte: Correio do Estado