Domingo, 20 de Setembro de 2020

Traficantes perdem meio bilhão de reais com apreensões em Mato Grosso do Sul


Com a maior apreensão de maconha da história, ocorrida na quarta, já são 352 toneladas fora de circulação no Estado
- Foto: Divulgação

As forças de segurança impuseram, neste ano de 2020, uma perda de R$ 546.730.724,00 aos traficantes de droga que atuam em Mato Grosso do Sul ou que usam os caminhos do Estado para escoar maconha e cocaína para outras regiões do Brasil e do mundo.  

Os números são da Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça, que coordena a Operação Hórus, e foram fornecidos horas depois de o Departamento de Operações de Fronteira (DOF), um dos integrantes da ação coordenada, apreender 33,3 toneladas de maconha em uma estrada vicinal no município de Maracaju.  

Com esta volumosa apreensão de quarta-feira (26), 2020 tem sido um ano de quebras sucessivas de recorde de retenção de cargas de droga, e as mesmas estatísticas do Ministério da Justiça mostram isso; foram 352 toneladas apreendidas até ontem no ano. 

Somente neste mês de agosto, foram apreendidas 89,8 toneladas de droga, quase o dobro das 47,1 toneladas de julho, que já foi um mês de números expressivos.  

O secretário de Operações Especiais do Ministério da Justiça, Eduardo Bettini, afirma que apreensões como esta ocorrida em Maracaju, tornaram-se possíveis por causa de vários fatores, entre os quais a atuação integrada das instituições é o principal. Ele ressalta que as forças de segurança pública têm ajudado umas às outras. 

“O Ministério da Justiça e as secretarias de Segurança Pública têm dedicado um carinho especial aos profissionais que atuam na ponta, e isso gera uma sensação de pertencimento muito grande. Este é um grande diferencial na integração das forças, que proporciona resultados impressionantes no combate ao crime”, exemplifica Bettini.  

Outro diferencial do programa Vigia, que é quem torna possível a Operação Hórus, é o método de trabalho que busca reduzir a vitalidade financeira das instituições. 

“Antigamente, um criminoso atribuía a uma determinada polícia a origem da perda [apreensão] que ele teve. Hoje eles já não conseguem identificar de onde ela vem. Eles estão perdendo para um programa. A pancada vem de vários lados diferentes, e de modo progressivo e constante”, analisa o secretário de Operações Especiais.  

Bettini também destaca que na Operação Hórus, o trabalho de inteligência é o que permite ocorrências frequentes, que geram as estatísticas que impressionam quando comparada com outros anos (as apreensões, ainda em julho, já eram mais que o dobro das de 2019). 

“Os policiais de várias forças diferentes trocam informações, e é por isso que eles chegam com mais facilidade a estes carregamentos”, explica.


Fonte: Correio do Estado