Quinta-Feira, 24 de Setembro de 2020

Bolsonaro diz que 'está proibido' se falar em Renda Brasil e afirmou que Bolsa Família vai continuar


Presidente e equipe econômica não chegaram a acordo sobre como pagar o valor do benefício. Bolsonaro chamou de 'devaneio' tentativa de congelar aposentadorias e pensões para compor o Renda Brasil.

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira (15) que no governo dele "está proibido" se falar em Renda Brasil e que o programa Bolsa Família vai continuar em vigor.

O Renda Brasil chegou a ser discutido no governo como um programa de assistência social para substituir o Bolsa Família. A intenção era aproveitar a experiência do auxílio emergencial, que acaba no fim do ano, e criar um programa que aumentasse o valor do benefício do Bolsa Família.

No entanto, Bolsonaro e a equipe econômica não conseguiram chegar a um acordo sobre os cortes em gastos do governo que deveriam ser feitos para financiar o novo programa, o que vinha deixando suspensa a criação do novo programa.

A equipe econômica chegou a estudar congelamento de benefícios como aposentadorias, pensões e ajudas para pessoas deficientes e de baixa renda. Outra medida discutida foi a redução do seguro-desemprego. Ao comentar o tema nesta terça, Bolsonaro disse que cogitar esse tipo de medida é um "devaneio".

"E a última coisa, para encerrar: até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final", afirmou Bolsonaro em um vídeo publicado em seu perfil no Facebook.

"Congelar aposentadorias, cortar auxílio para idosos e pobres com deficiência, um devaneio de alguém que está desconectado com a realidade", completou o presidente.

Ao G1, o secretário de especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou na semana passada que benefícios como aposentadorias e pensões fossem congelados pelos próximos dois anos para financiar o Renda Brasil.

"A desindexação que apoiamos diretamente é a dos benefícios previdenciários para quem ganha um salário mínimo e acima de um salário mínimo, não havendo uma regra simples e direta [de correção]. O benefício hoje sendo de R$ 1.300, no ano que vem, ao invés de ser corrigido pelo INPC, ele seria mantido em R$ 1.300. Não haveria redução, haveria manutenção", disse o secretário na ocasião.

 


Fonte: Globo