Segunda-Feira, 26 de Outubro de 2020

Operação contra lavagem de dinheiro cai em MS


Também estão sendo cumpridos mandados no Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e no Rio de Janeiro
Polícia Civil RJ

Operação contra o Comando Vermelho do Rio de Janeiro  na lavagem de dinheiro usando empresas de fachada, foi desarticulada, nesta quinta-feira (17). A Operação Overload  está acontecendo em Mato Grosso do Sul, Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina e no Rio de Janeiro. No Estado ainda não há informação de quantos mandados são cumpridos. 

 

Toda a ação tiveram início a partir de apreensão de um celular pertencente a um integrante da facção criminosa, durante incursão policial no Morro do Juramento, em 2014. Um relatório de interceptação telefônica revelou diversas mensagens entre criminosos onde foram indicadas ao menos 28 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas, que serviam para ocultar, circular e dissimular a origem do dinheiro obtido ilicitamente pela organização criminosa através do tráfico de drogas e armas.

As investigações descobriram empresas de fachada que movimentaram cerca de R$ 200 milhões em um ano, com CPFs e CNPJs de laranjas. A facção criminosa usa pessoas jurídicas na lavagem de dinheiro no Estado. Segundo informações, algumas dessas pessoas não teriam nem funcionários ou sede própria.

Entre os alvos estão, Marcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que é apontado como chefe da organização criminosa, e Elias Maluco, que entre os diversos crimes cometidos está o assassinato do jornalista Tim Lopes. Os dois estão presos na Penitenciária Federal de Cataduvas (PR). 

Conforme as informações os acusados atuam de dentro de presídios federais e controlam o tráfico de drogas em comunidades espalhadas pelas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, além de municípios da Baixada Fluminense.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil identificou ainda inúmeras negociações de vendas de armas e drogas pela facção criminosas e solicitou à Unidade de Inteligência Financeira um relatório sobre as movimentações da quadrilha. A quebra de sigilo fiscal de 10 pessoas e 35 empresas, apontou para a movimentação financeira, em pouco mais de um ano, de mais de R$ 200 milhões. 

A ação é um desdobramento da primeira fase da operação Overload, de 2015, que condenou 61 traficantes da alta hierarquia da facção criminosa. A operação mostrou que lideranças da facção criminosa usavam contas bancárias e empresas de outras pessoas para lavar dinheiro proveniente da venda de drogas ilícitas.


Fonte: Correio do Estado