Terca-Feira, 01 de Dezembro de 2020

Policia Federal vai usar drones para coibir compra de votos e outros crimes eleitorais


Durante eleições municipais que ocorrem em novembro, aeronaves vão auxiliar no monitoramento de crimes eleitorais em seis municípios do estado
Drones vão poder identificar suspeitos, veículos e entrega de materiais proibidos durante eleições - Arquivo

Eleições municipais deste ano serão monitorados por drones em Campo Grande, Corumbá, Dourados, Três Lagoas, Naviraí e Ponta Porã. A Polícia Federal vai usar os equipamentos para prevenir e repreender crimes eleitorais, como boca de urna e transporte irregular de eleitores. 

De acordo com a Polícia Federal, mais de 100 drones serão utilizadas em todo o país. As aeronaves vão sobrevoar as principais zonas eleitorais para auxiliar na fiscalização e coibir a prática de condutas ilícitas de votação. 

A utilização dos drones para monitoramento faz parte do Plano Nacional Estratégico de uso de novas tecnologias para combater e prevenir ações criminosas durante as eleições municipais deste ano. 

Com os equipamentos, será possível identificar suspeitos, veículos e entrega de materiais proibidos, como os "santinhos". As imagens capturadas serão monitoradas por uma equipe da Polícia Federal de cada região, que aplicará medidas necessárias em caso de suspeitas. 

Nesta terça-feira serão realizados simulações de voo nas delegacias da PF dos municípios de Dourados, Três Lagoas, Naviraí, Ponta Porã e Corumbá. Em Campo Grande, o exercício não será realizado, pois, a equipe da Superintendência da PF de Mato Grosso do Sul foi requisitada pelo Ministério da Justiça para a simulação que vai ocorrer em Brasília. 

O patrulhamento com drones no dia do pleito eleitoral, que está agendado para os dias 15 e 29 de novembro, vai ocorrer normalmente na capital, assim como os outros municípios que fazem parte da deliberação da Superintendência do estado.

Crime eleitoral

De acordo com o Código Eleitoral e a Lei 6.091/1974, os crimes eleitorais com maior potencial ofensivo, realizados no dia das eleições, são: transporte ilegal de eleitores, fornecimento ilegal de alimentação, corrupção eleitoral e compra de votos. 

Em caso de flagrante do crime, o policial deve efetuar prisão e encaminhar o caso ao Juiz Eleitoral. As penas variam de quatro a seis anos de reclusão, além de multas.

Os crimes eleitorais de menor potencial ofensivo possuem pena máxima prevista inferior a dois anos, sendo cumulativa ou não com multa. Estes são: uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício, ou carreata, boca de urna e arregimentação de eleitores e divulgação de propaganda.

Através do aplicativo Pardal, ferramenta para denúncias de irregularidades eleitorais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 110 denúncias de crimes eleitorais em Mato Grosso do Sul. Isso equivale a 22% do total de 493 denúncias feitas no estado. 

No Brasil a soma de crimes eleitorais representa 23% das denúncias, ou seja, 11,028 mil crimes eleitorais denunciados. 


Fonte: Correio do Estado