Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2020

Operação da PF prende ligados ao PCC e empresário que mandava cocaína


(Divulgação PF)

A deflagração da Operação Aversa pela Polícia Federal, na manhã desta segunda-feira (9), acabou na prisão de nove pessoas, sendo oito em Corumbá e uma em Campo Grande. Um dos presos usava a empresa do setor automotivo para lavar dinheiro do tráfico de drogas. Fora 33 mandados cumpridos em Mato Grosso do Sul e São Paulo para onde a cocaína era levada.

Segundo o delegado da Polícia Federal, Alan Givigi, oito pessoas foram presas em Corumbá, entre elas uma mulher. Ainda foram apreendidos em diversos endereços aproximadamente R$ 100 mil, mas o valor total ainda está sendo contabilizado pelos agentes. Em Campo Grande, uma pessoa acabou presa por porte ilegal de arma de fogo.

Um dos presos em Corumbá tinha uma empresa no setor automotivo que era usada para a lavagem de dinheiro. Na casa em Campo Grande foi encontrada uma pistola e cerca de 50 munições. Ainda segundo o delegado, alguns dos presos teriam ligação com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). A cocaína saia do Estado em compartimentos ocultos para o estado de São Paulo, onde três pessoas foram presas.

Foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 20 mandados de busca e apreensão em Corumbá e Campo Grande, e também em Guarulhos, Presidente Prudente, Martinópolis, Regente Feijó e Bauru, no estado de São Paulo.

Investigações e R$ 24 milhões

As investigações identificaram uma sofisticada rede logística e de lavagem de dinheiro, que incluiu carretas construídas especificamente para o transporte de drogas, além de uma estrutura de pagamentos de motoristas, auxiliares e fornecedores de entorpecentes.

A investigação teve início no final de 2019, mais de meia tonelada de cocaína foi apreendida e dois motoristas foram presos. Os policiais identificaram também valores ilícitos superiores a R$ 24 milhões movimentados pela organização criminosa desde o ano de 2018.

A operação resultou ainda na apreensão de caminhões, semirreboques, automóveis, lanchas, moto-aquática e no sequestro de bens imóveis, além do bloqueio de valores no sistema bancário. Somente entre os bens móveis e imóveis, a equipe de investigação estima que mais de R$ 5,5 milhões tenham sido retirados das mãos da organização criminosa.

Entre outras informações, as investigações revelaram que a organização criminosa adquiria semirreboques e os reconstruía inserindo vãos nas longarinas, permitindo a ocultação de drogas em grandes quantidades dentro do novo espaço criado no interior dos “chassis” das carretas. As alterações eram tão profundas que exigiam a “remontagem” dos veículos, com uso de mão-de-obra especializada.

A operação também identificou, no estado de São Paulo, o principal financiador das operações ilícitas do grupo, ou seja, além de descapitalizar a organização criminosa, a Polícia Federal realiza a prisão de suas lideranças, desarticulando por completo o esquema criminoso.


Fonte: Midiamax