Quarta-Feira, 02 de Dezembro de 2020

Com relaxamento das regras de biossegurança, viajantes voltam a praticar turismo no País


Nordeste e Sul do Brasil estão entre os destinos preferidos dos viajantes
Karine viajou com a família para o Nordeste - Arquivo Pessoal

Com poucos voos disponíveis e algumas restrições de biossegurança valendo, praticar turismo no Brasil ainda não está totalmente normal, mas muita gente decidiu arriscar mesmo assim.  

O enfermeiro Marcus Vinicius de Souza Dias, 29 anos, é um dos corajosos. Em setembro, ele decidiu embarcar para Campos do Jordão, e no fim de outubro, para Florianópolis. “Eram viagens que já estavam programadas e, como não era alta temporada, a região estava vazia. Nós investigamos antes e decidimos ir”, afirma Marcus, que foi na companhia de amigos para as cidades.  

Segundo o enfermeiro, as regras de biossegurança mudaram de uma viagem para a outra. “Em setembro, quando fui para Campos do Jordão, eu viajei de avião e eles estavam respeitando o distanciamento social, com uma fileira sim e uma fileira não de passageiros. Uso obrigatório de máscara no avião e no Aeroporto de Guarulhos, onde o avião pousou e o movimento estava tranquilo, mas nada de controle de temperatura”, explica.  

Já na viagem para Florianópolis, durante a escala no Aeroporto de Guarulhos, Marcus sentiu a diferença. “O movimento estava normal. Lotado. A única coisa diferente era o uso da máscara. E dentro do avião era um do lado do outro, não tinha mais diferença de fileira”, ressalta.

Até mesmo no Aeroporto Internacional de Campo Grande as coisas mudaram. “Quando voltei em setembro estavam aferindo a temperatura. Em outubro, já não tinha mais a barreira”, frisa.  

A Prefeitura de Campo Grande publicou no dia 3 de novembro o decreto que retirava a barreira de biossegurança do aeroporto da Capital.  

Passeios

Marcus também sentiu diferença nos passeios em ambas as viagens. “Em Campos do Jordão, os passeios em locais fechados, como a fábrica de chocolate e de cerveja e o bonde, estavam temporariamente indisponíveis. Até então estava tudo fechado. Os únicos [passeios] disponíveis eram ao ar livre”, ressalta.

Os restaurantes da cidade também estavam respeitando o distanciamento e o uso de máscara. “Já em Florianópolis a gente não pegou a alta temporada. Eu fiquei só na ilha, não estava cheia, estava bem tranquilo para andar”, ressalta Marcus. 


Fonte: Correio do Estado