Quinta-Feira, 03 de Dezembro de 2020

Documentos mostram que Ibama facilitou exportação de madeira ilegal


Nesta terça-feira, durante reunião do Brics, presidente Jair Bolsonaro anunciou que divulgará lista de países que criticam Brasil por desmatamento, mas compram madeira ilegal no país.
Imagem ilustrativa

Documentos mostram que uma ação do governo federal facilitou a exportação de madeira extraída ilegalmente.

Na manhã de ontem (17), durante uma reunião do Brics (grupo de países que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o presidente Jair Bolsonaro afirmou que divulgará uma lista de países que compram madeira ilegalmente extraída das florestas brasileiras, mas criticam o país em razão do desmatamento.

Greenpeace Brasil, Instituto Socioambiental e Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente entraram na Justiça em junho contra uma decisão tomada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim, que flexibilizou normas para a exportação de madeira brasileira. A decisão foi tomada depois de um pedido das madeireiras.

A ação das entidades ambientalistas foi divulgada pelo jornal "O Estado de S. Paulo". O Jornal Nacional também teve acesso.

Em fevereiro, madeireiras do Pará pediram ao Ibama para mudar uma regra que existia há nove anos.

As empresas queriam vender madeira para o exterior apresentando apenas o documento de origem florestal (DOF), feito pelas próprias empresas e que originalmente só serve para permitir o transporte da mercadoria até o porto.

Segundo os ambientalistas, em março, Eduardo Bin contrariou laudos técnicos da Diretoria de Uso Sustentável da Biodiversidade e florestas do Ibama e fez exatamente o que os madeireiros solicitaram: suspendeu — por meio de um despacho — os efeitos de uma instrução normativa, argumentando que o dispositivo não se aplicava mais por causa do Código Florestal.

 


Fonte: Globo