Sexta-Feira, 15 de Janeiro de 2021

PM intensifica ações para coibir festas clandestinas durante o réveillon


Foto: Divulgação

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) reforçou o policiamento nesse período de réveillon, mobilizando inclusive o serviço de inteligência para mapear locais de aglomeração e de festas clandestinas, bem como para identificar os responsáveis e participantes desses eventos.

“Estamos trabalhando mais com orientação e notificação antecipada, porque o nosso objetivo é não deixar essas festas acontecerem, mas nesses casos mais drásticos estamos agindo com rigor e realmente prendendo e conduzindo para a delegacia”, assegura o coronel da Polícia Militar André Henrique de Deus Macedo, comandante do Comando de Policiamento Metropolitano (CPM).

Segundo o coronel, nos 15 primeiros dias do Toque de Recolher decretado pelo Governo do Estado, durante as fiscalizações realizadas em conjunto pela Polícia Militar, Guarda Municipal e Vigilância Sanitária, ao todo foram abordadas 10.787 pessoas e autuadas outras 129 que foram flagradas nas ruas e em festas entre 22h e 5h a manhã, quando é proibida a circulação de pessoas.

Conforme o comandante CPM) da Polícia Militar, dos 129 conduzidos às delegacias da Polícia Civil, 8 acabaram sendo autuados em flagrante com base no artigo 268 do Código Penal Brasileiro, por desrespeito às medidas sanitárias impostas pelo Governo do Estado.

Os autuados, segundo o coronel Macedo, eram pessoas responsáveis por festas clandestinas em Campo Grande e no interior. “Desses casos, dois foram registrados no último final de semana durante as comemorações do Natal e em todos eles nós fizemos o encerramento das festas clandestinas e conduzimos os responsáveis para as delegacias para serem autuados”, explica.

Também nos primeiros 15 dias do Toque de Recolher foram abordados 9.941 veículos, orientados proprietários de 1.058 estabelecimentos comerciais e de 367 residências onde a PM encontrou aglomeração de pessoas em Mato Grosso do Sul. Dos flagrados furando o Toque de Recolher 42 foram fichados na polícia por desobediência, 8 por resistência e 10 por desacato.

Quem desrespeitar o Decreto do Toque de Recolher pode ser autuado pelo crime de desobediência, que prevê detenção de 15 dias a seis meses, além da aplicação de multa. O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antonio Carlos Videira, explica que a ideia é orientar para que a aglomeração de pessoas e consequente propagação do coronavírus não ocorram, porém quem insistir em desrespeitar o Decreto e as normas de biossegurança vai responder criminalmente. “Nosso primeiro objetivo é orientar, mas quem insistir será autuado e encaminhado à delegacia por crime de desobediência. Inclusive, a Polícia Civil já está com reforço para receber esses casos”, garante.


Fonte: Joelma Belchior, Sejusp