Domingo, 18 de Abril de 2021

Mandetta quer se viabilizar como 3ª via na disputa presidencial


Com nome ventilado nos grandes centros, ex-ministro terá de mostrar força em casa
PRÉ-CANDIDATO. Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - Arquivo/Correio do Estado

Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) passou a ser citado nas rodas políticas e empresariais como uma terceira via para concorrer à presidência em 2022, contra a polarização Lula x Bolsonaro ou PT x Bolsonaro.

Contando com o apoio de parte do DEM e de setores da política em outros Estados, o ex-ministro em algumas simulações de segundo turno em pesquisas presidenciais visando 2022 chega a aparecer à frente do presidente Jair Bolsonaro, mas ainda precisa mostrar força em casa.

Pesquisa realizada e divulgada na última semana pelo Correio do Estado/IPR aponta que, em Campo Grande, Mandetta aparece na terceira colocação, com apenas 3,49% da preferência dos entrevistados, bem atrás dos líderes Lula e Bolsonaro.  

O presidente da República configura no cenário estimulado, quando são apontados os possíveis candidatos na pesquisa, com 29,84%. Já o petista soma 26,35% da preferência dos campo-grandenses. 

Para se ter uma ideia dessa diferença, o Ministério da Saúde, sob sua gestão no início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), atingiu o porcentual de ótimo/bom de 79% na avaliação da população brasileira, segundo o Datafolha.

Porém, em pesquisa recente realizada pelo mesmo instituto mostrou que a gestão da pandemia é vista pelos entrevistados como péssima/ruim para 39%, contra 29% que avaliam as políticas de enfrentamento à crise como ótimo/bom.

Ou seja, em âmbito nacional, o ministro tem uma projeção maior do que na sua cidade. Sobre ser encarado como uma terceira via contra a polarização, o ex-ministro falou ao Correio do Estado que, sim, pode concorrer à eleição, porém afirmou que essa decisão não é pessoal, mas, sim, se houver um consenso entre seu partido e possíveis aliados. 

Já sobre a pesquisa local, Mandetta afirmou que, apesar de ser um baixo índice, o número é positivo, pois ele aparece atrás de dois homens que estão há 30 anos na política.

“Ser a primeira opção atrás dos extremos que navegam há muito tempo no cenário político nacional é muito bom, pois tenho o maior potencial de crescimento. Vamos lutar pelo que acreditamos. Nem Lula nem Bolsonaro, os dois são iguais. Quero um homem centrado e sensato para a condução do País”, projetou.  

Ao ser perguntado se ele seria essa figura e como fazer uma construção para tentar quebrar essa polarização, na qual já ocorreu em 2018 e viabilizou a candidatura do atual presidente, Mandetta afirmou que essa polarização só ajuda os dois extremos, e o País só tende a perder caso continue nesse cenário. 

“Caminho é longo. O importante é o caminho. A caminhada vem após todos estarem prontos. Estamos dialogando, e o diálogo vai nos diferenciar desses extremos que querem impor apenas suas agendas ideológicas”, revelou.


Fonte: Correio do Estado