Quinta-Feira, 12 de Dezembro de 2019

Pernambucano despachava maconha por Sedex para o Brasil


Foi preso após enviar remessas a SP, MG e PE, alegando ajudar a mãe
- Foto: Divulgação

Policiais civis do SIG (Setor de Investigações Gerais) prenderam nesta quarta-feira (4), em Dourados, um estudante pernambucano de 20 anos, morador de Recife, acusado de integrar quadrilha que realizava despacho de drogas para várias cidades do País através de encomendas forjadas pelos Sedex, dos Correios. 

Segundo a polícia, ele alegou que veio à cidade terminar os estudos e, para ajudar a mãe cadeirante, aceitou realizar o envio dos entorpecentes há pelo menos dois meses. 

O suspeito pegava a maconha em Dourados ou Itaporã e as enrolava com fita adesiva e plástico. Depois, colocava dentro de caixas e despachava pelo serviço de entregas relâmpagos da empresa estatal alegando se tratar de esculturas. 

Essa seria a quarta remessa a ser realizada pelo acusado. Por quilo, contou receber R$ 200. 

Ainda de acordo com a polícia, o estudante monitorou várias agências dos Correios em Dourados para entender o fluxo de movimento nos locais e os horários com o menor número de funcionários atendendo.

A estratégia era para que as caixas recheadas com maconha encaminhadas por ele através do Sedex, não passassem por averiguação instantânea. Para isso, ele também colocava peças de artesanato e animais de pelúcia no interior desses objetos. 

O rapaz foi preso por policiais civis do SIG em um hotel na região central na quarta-feira (4), se preparando para efetuar uma nova remessa. 

Com ele os investigadores apreenderam sete tabletes da droga totalizando oito quilos, duas caixas padrão usadas nas encomendas da estatal, documentos falsos e um rolo de plástico para envolver o ilícito. 

As remessas já teriam sido destinadas a São Paulo, Minas Gerais e Pernambuco.  

De acordo com o delegado Rodolfo Daltro, o estudante realizava o crime em Dourados há pelo menos 45 dias. 

Integrantes da quadrilha o acionavam e passavam as coordenadas e o destino de envio. 

“A maconha era enviada como peças artesanais a diversos locais. Ao longo desse período em Dourados ele monitorou as agências de Correios, observando o fluxo de pessoas e de trabalhadores. Aqueles que forneciam a droga a ele também repassavam dinheiro para pagar a encomenda, feita via Sedex”, disse o delegado. 

O pernambucano afirmou receber R$ 200 por cada quilo enviado e havia realizado três remessas divididas em quatro caixas. O dinheiro, segundo ele, era para auxiliar a mãe.

Antes de desembarcar em Dourados, o estudante passou por Ponta Porã, cidade na fronteira com o Paraguai, para tentar realizar o mesmo esquema. Lá, usou uma caixa de som para traficar maconha e pasta-base. 

“Ele tentou realizar o mesmo em Ponta Porã antes de vir para Dourados. Colocou maconha e pasta base em uma caixa de som, porém, a encomenda chamou a atenção por se tratar de uma cidade de fronteira e ficou retida em São Paulo”, pontuou o delegado.

A polícia agora tenta codificar quanto entorpecente foi enviado utilizando esse método e identificar outras pessoas ligadas ao crime. 


Fonte: Correio do Estado