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SES reforça vigilância, vacinação e organização da assistência antes da chegada dos meses mais frios
Por: Soares Filho | 08/03/2026 09:18
Com a aproximação do período de sazonalidade dos vírus respiratórios, especialmente entre abril e julho, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) orienta os municípios a intensificarem as ações de vigilância, prevenção e organização da rede assistencial para enfrentar um possível aumento de casos de SG (Síndrome Gripal) e SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave).
Historicamente, os meses mais frios registram maior circulação de vírus como Influenza, VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e Rinovírus. Embora o coronavírus responsável pela pandemia de COVID-19 não siga um padrão sazonal tão definido quanto outros vírus respiratórios, sua elevada transmissibilidade, associada à circulação intensa de pessoas, pode favorecer aumentos no número de casos ao longo do ano, inclusive em períodos que não coincidem com os meses mais frios.
Vigilância ativa e preparação antecipada
A SES recomenda que os gestores municipais organizem, de forma antecipada, os fluxos de identificação, coleta de amostras e notificação oportuna dos casos de SG e SRAG, conforme as Notas Técnicas Estaduais e o Guia de Vigilância Integrada da COVID-19, Influenza e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública.
A articulação entre vigilância epidemiológica e equipes assistenciais também é considerada essencial para garantir atendimento e tratamento oportunos, independentemente do resultado laboratorial.
Para o secretário de Saúde do Estado, Maurício Simões, o planejamento é a principal ferramenta para reduzir impactos na rede. “Nosso foco é agir antes do aumento expressivo de casos. Estamos orientando os municípios a revisarem fluxos, fortalecerem a vigilância e organizarem a assistência para que o sistema esteja preparado. A prevenção começa com planejamento e resposta rápida”.
Vacinação como principal estratégia de proteção
A vacinação contra Influenza e COVID-19 permanece como a medida mais eficaz para evitar complicações, hospitalizações e óbitos, além de contribuir para reduzir a circulação viral na comunidade, protegendo especialmente os grupos mais vulneráveis.
Para a coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, ampliar a cobertura vacinal é fundamental neste momento. “A imunização é a forma mais segura e eficaz de prevenir casos graves. Precisamos que a população procure as unidades de saúde e mantenha a caderneta atualizada, principalmente idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades”.
André Lima, Comunicação SES