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Pioneira da Polícia Militar feminina, subtenente foi assassinada de farda


Marlene, da 3ª turma da corporação, ficou conhecida pela dedicação ao trabalho desde 1988.
Marlene era descrita como "radiante" por amigos (Foto: Divulgação). Por: Soares Filho | 07/04/2026 08:25

A subtenente da PM (Polícia Militar), Marlene de Brito Rodrigues, de 59 anos, foi morta a tiros enquanto estava fardada, no horário de almoço, dentro de casa, nesta segunda-feira (6), em Campo Grande. Pioneira na corporação, ela integrou uma das primeiras turmas femininas da PM em Mato Grosso do Sul.

Marlene ingressou na Polícia Militar no dia 1º de setembro de 1988, fazendo parte da 3ª turma feminina do Estado, em um período em que a presença de mulheres na instituição ainda era limitada. Durante a trajetória, ela fez parte da CIPMFlo (Companhia Independente de Polícia Militar Florestal), hoje conhecida como Polícia Militar Ambiental , onde tem registros em serviço.

Marlene na década de 1990, quando fez parte da PMA (Foto: Redes Sociais).

Ao longo de décadas de serviço, construiu carreira sólida na corporação. Após se aposentar, voltou à ativa por designação, mantendo o vínculo com a atividade policial.

Colegas que trabalharam com ela destacam o pioneirismo e a dedicação. A policial militar Erli Varoni, que atuou ao lado de Marlene desde o início da carreira, relembrou a convivência.

“Eu a conheço desde quando ela ingressou na PM. Trabalhamos juntas na Polícia Militar Ambiental, na época Companhia Independente de Polícia Militar Florestal, sendo das primeiras mulheres a servir naquela unidade, em 1994”, contou.

Segundo ela, a parceria se estendeu por anos. “A Marlene era uma pessoa radiante, por onde passava, espalhava alegria, uma excelente profissional, sempre muito prestativa,” disse.

A colega também destacou o lado pessoal da subtenente. “Era uma mãe forte e guerreira, uma pessoa iluminada”, afirmou.

A trajetória é lembrada por amigas como marcada por força e independência. A amiga Maria de Fátima Lopes, que conhecia Marlene há mais de 30 anos, conta que recebeu a notícia com incredulidade. “Meu filho me mandou mensagem e eu não acreditei. Quando eu vi que era ela, não dá pra acreditar. Não tenho palavras”, disse.

Segundo ela, a subtenente levava uma vida discreta e sempre foi batalhadora. “Ela criou os filhos sozinha, lutou muito. Era uma pessoa tranquila, calma, muito alegre, extrovertida, nunca teve problema com ninguém”, afirmou.

Gilberto saindo preso do local do crime (Foto: Paulo Francis).

O crime - Marlene foi encontrada morta com um ferimento causado por disparo de arma de fogo no pescoço, dentro da casa onde morava, no Conjunto Habitacional Estrela d’Alva I.

No local, conforme apurado pela reportagem, o namorado, Gilberto Jarson, apresentou versões contraditórias sobre o ocorrido. Inicialmente, afirmou que a subtenente teria tentado tirar a própria vida com um revólver da corporação e que, ao tentar impedir, segurou a mão dela no momento do disparo.

A versão, no entanto, entrou em contradição com outros relatos e com mudanças no próprio depoimento. Testemunhas indicam que ele foi encontrado com a arma em mãos, enquanto em outro momento alegou que o revólver estava no chão.

Campo Grande News



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