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Com a assinatura da medida provisória, governos ampliam ações para conter os impactos da alta do barril do petróleo - Gerson Oliveira
Por: Soares Filho | 07/04/2026 08:33
Pouco mais de 40 dias após o início da guerra no Irã, o barril de petróleo tipo Brent registra valorização de mais de 60%, saindo de US$ 68 para US$ 109 na cotação de ontem.
A disparada lá fora refletiu em aumento de 21% no litro do óleo diesel S10 em Mato Grosso do Sul e de 20% na versão comum do combustível. Na esteira dos aumentos, o governo federal anunciou medidas para conter a alta dos preços.
Conforme dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na semana compreendida entre 1º e 7 de março, o litro do diesel S10 custava, em média, R$ 6,08 em MS.
Já na semana passada, entre 29 de março e 4 de abril, o combustível chegou a R$ 7,35, alta de 21%. No mesmo período, a versão comum do óleo diesel saiu de R$ 5,98 para R$ 7,18, aumento de 20%.
Ainda de acordo com a pesquisa semanal da ANP, o litro da gasolina também sofreu aumento de 7,6% no período de um mês.
Na primeira semana de março, o combustível era comercializado pelo preço médio de R$ 6,06 em Mato Grosso do Sul, passando a R$ 6,52 na semana passada.
No Brasil, cerca de 30% do diesel consumido é importado e precificado diretamente no mercado internacional. Nas refinarias da Petrobras, o diesel abriu a semana com defasagem de 70%, conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já a gasolina registra defasagem de 59%.
MEDIDA
Conforme havia sido adiantado pelo Correio do Estado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem uma medida provisória, um projeto de lei e decretos que ampliam as ações de governo para conter os impactos da alta da cotação dos combustíveis decorrente da guerra no Oriente Médio. As medidas são amplas, com efeitos nas cadeias de fornecimento de combustíveis e também no setor aéreo.
De acordo com o comunicado do governo federal, “em conjunto, as ações geram um novo alívio para os consumidores e os setores produtivos brasileiros, reduzindo os efeitos internos do choque de preços causado pela guerra”.
A subvenção ao óleo diesel será de R$ 1,20 para a importação de diesel rodoviário, em cooperação com os estados. A subvenção será paga diretamente pela União, mas os estados que aderirem ao programa compensarão metade de seu valor (R$ 0,60 por litro). Essa medida se somará à subvenção de R$ 0,32 por litro criada em 12 de março pela Medida Provisória nº 1.340, viabilizando a importação do derivado necessária ao abastecimento do País.
Em contrapartida, os importadores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.
A medida será aplicada pelo menos durante os meses de abril e maio de 2026 e terá custo de R$ 4 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para a União e R$ 2 bilhões para os estados e o Distrito Federal. Até o momento, 25 unidades da Federação confirmaram a disposição de participar do programa.
Correio do Estado
