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Operação mira esquema milionário de fraudes na saúde pública em Mato Grosso do Sul


Força-tarefa cumpre prisões e mandados em três estados para desarticular organização criminosa que atuava com medicamentos de alto custo.
Por: Soares Filho | 23/04/2026 15:07

Uma operação conjunta deflagrada nesta semana em Mato Grosso do Sul expôs um esquema sofisticado de fraudes envolvendo a judicialização da saúde. A ação, coordenada pelo DRACCO (Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado), reuniu o Ministério Público, a Defensoria Pública e a Receita Federal para desarticular uma organização criminosa suspeita de desviar recursos públicos por meio de decisões judiciais.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de prisão temporária e 21 de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. As investigações, que começaram em setembro de 2025, apontam para um esquema estruturado, com divisão de funções e atuação coordenada entre diferentes núcleos.

Segundo as apurações, o grupo atuava manipulando processos judiciais para garantir o fornecimento de medicamentos de alto custo, principalmente oncológicos. Parte significativa dos valores liberados pela Justiça era desviada sob a justificativa de “serviços de assessoria”, enquanto apenas uma fração era destinada à compra efetiva dos remédios.

O esquema envolvia desde empresas locais usadas como intermediárias, sem estrutura adequada, até assessorias responsáveis pela importação dos medicamentos por valores muito inferiores aos cobrados do poder público. Há ainda indícios de fornecimento de produtos sem registro sanitário, o que pode representar risco à saúde dos pacientes.

As ações ocorreram em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo, além de cidades paulistas como São Paulo, Barueri e Itu, e em Nova Lima, em Minas Gerais. A operação integra a estratégia nacional de combate ao crime organizado, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública.

De acordo com os órgãos envolvidos, o objetivo é interromper as atividades ilícitas, reunir provas e responsabilizar os envolvidos, além de proteger o sistema público de saúde e os recursos destinados à população. As investigações seguem em sigilo e novas fases não estão descartadas.

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