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Nelsinho Trad cobra Ministério por falta de vacinas no campo


Senador questiona desabastecimento de imunizantes contra doenças graves no rebanho bovino.
Senador Nelsinho Trad (PSD/MS) Por: Soares Filho | 08/05/2026 10:22

Após ouvir reclamações sobre a falta de vacinas para proteção animal no campo, o senador Nelsinho Trad (PSD-MS) cobrou explicações do Ministério da Agricultura e Pecuária diante da escassez de vacinas contra carbúnculo e clostridioses em revendas agropecuárias de Mato Grosso do Sul e de outros estados do país.

A manifestação ocorre após o próprio Ministério admitir oficialmente o desabastecimento desses imunizantes, utilizados na prevenção de doenças graves, de rápida evolução e alta letalidade no rebanho bovino.

Segundo o Mapa, a escassez foi provocada, principalmente, pela interrupção da produção e comercialização das vacinas por fabricantes entre o fim de 2025 e janeiro de 2026.

Apesar disso, o Ministério informou ter liberado 14.640.910 doses entre março e abril deste ano, somando produtos nacionais e importados. A pasta também citou estimativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), prevendo a entrega de 8 milhões a 10 milhões de doses por mês até dezembro.

Diante dos números, o senador questionou por que o imunizante continua sem chegar ao produtor rural.

“Se o Ministério fala em milhões de doses liberadas e a indústria fala em milhões de doses por mês, por que o produtor não encontra a vacina na prateleira? Onde está esse produto? Quem está segurando? Quando chega ao campo?”, questionou o parlamentar.

Nelsinho Trad informou que encaminhará ofício ao Ministério da Agricultura pedindo informações detalhadas sobre o estoque real disponível no país, o volume efetivamente liberado para venda, as empresas notificadas, o cronograma de normalização e a previsão de abastecimento para Mato Grosso do Sul.

O senador também quer esclarecimentos sobre a possibilidade de existirem doses retidas nas indústrias enquanto produtores seguem sem acesso ao imunizante.

“Vacina em depósito não salva rebanho. Se existe dose liberada, ela precisa chegar ao produtor. O pecuarista não pode pagar a conta de uma falha de mercado, de distribuição ou de fiscalização”, afirmou.

A situação preocupa especialmente Mato Grosso do Sul, um dos maiores estados pecuaristas do país. As vacinas são fundamentais para evitar doenças que podem causar mortes rápidas no rebanho e prejuízos econômicos ao setor.

Capital News



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