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Equipe Tech Vikings, da Escola Sesi de Naviraí, representa o Brasil em torneio internacional de robótica no México.
Por: Soares Filho | 21/07/2026 16:25
A equipe Tech Vikings, da Escola Sesi de Naviraí, embarcou na segunda-feira, 20 de julho, para a Cidade do México, onde vai representar Mato Grosso do Sul e o Brasil no Mexico Premier Event, um dos principais torneios internacionais de robótica educacional da categoria FIRST Tech Challenge (FTC). A competição será realizada entre os dias 23 e 25 de julho e reúne equipes de diferentes países.
A delegação é formada por 10 estudantes do ensino fundamental e médio, além de dois professores. O retorno ao Brasil está previsto para 27 de julho.
A vaga para a disputa internacional foi conquistada durante o 8º Festival Sesi de Educação 2025-2026, realizado em março, em São Paulo. Na ocasião, a equipe de Naviraí terminou entre as 13 melhores da competição, resultado que garantiu a classificação para representar o país no torneio do México.
Para o superintendente regional do Sesi, Régis Borges, a participação internacional reflete um processo de formação que vai além do desempenho em competição. “A viagem representa o resultado de uma longa preparação, que durou quase um ano. O robô na arena é a parte mais visível desse trabalho, mas é importante destacar que o projeto requer dos alunos planejamento, comunicação, divisão de responsabilidades e busca conjunta por soluções para desafios reais. Esse é o grande diferencial da robótica educacional. Nossos alunos saem da Escola Sesi mais preparados para o mundo do trabalho”, destacou.
Alunos operando o Banguela na arena (Foto: Maya Severino)
Na modalidade FIRST Tech Challenge, os estudantes desenvolvem robôs de até 19 quilos com peças reutilizáveis, tecnologia baseada em Android e diferentes níveis de programação, incluindo CAD, Java e Blocks. Além da montagem e da programação, as equipes também produzem um portfólio de engenharia para documentar o funcionamento dos projetos e apresentam ações de impacto social realizadas nas comunidades em que atuam.
A estudante Sarah Santelli Martinez Nunes, do 3º ano do ensino médio, integra a equipe há três anos e atua na área de CAD, ferramenta usada para projetar virtualmente o robô antes da montagem física. Segundo ela, a chance de competir fora do país é resultado do esforço coletivo. “A gente está um pouco nervoso, mas também estamos confiantes, porque trabalhamos bastante para chegar até aqui. Nos esforçamos muito e acreditamos que todo esse trabalho vai gerar frutos. Estamos ansiosos para mostrar tudo o que fizemos e dar o nosso melhor lá”, afirmou.
Sarah também destaca os aprendizados construídos ao longo da trajetória na robótica. “Uma das coisas mais importantes que aprendi foi o trabalho em equipe. A robótica me ajudou a desenvolver habilidades para lidar com pessoas e organizar tarefas, algo que vai me ajudar muito no futuro”, completou.
A estudante Mariana Vitória da Silva Lopes, do 1º ano do ensino médio e responsável pela área de marketing da equipe, afirma que a experiência internacional representa a realização de um objetivo importante. “Representar Naviraí, o Sesi e o Brasil em uma competição internacional é um sonho. Estamos com uma expectativa muito boa porque tivemos um excelente resultado no nacional, evoluímos o robô e aprimoramos nosso projeto como um todo”, ressaltou.
Além da parte técnica, a equipe também leva ao México projetos sociais desenvolvidos durante o ano. Entre eles estão o Viking Connection, voltado ao incentivo de estudantes mais jovens na robótica; o Vikings Lab, direcionado a escolas públicas de Naviraí; e ações no Lar da Criança, com foco em ampliar o acesso à tecnologia e à inovação para crianças da comunidade.
Um dos mentores da equipe, o professor Fernando Luiz Gonçalves afirma que a robótica amplia o aprendizado ao desenvolver competências importantes para a vida escolar e profissional. “Na robótica eles conseguem desenvolver habilidades que muitas vezes não seriam trabalhadas apenas na sala de aula. É um complemento para a formação deles, especialmente em resolução de problemas, raciocínio lógico, trabalho em equipe e inteligência emocional. Tudo isso contribui para formar jovens mais preparados para os desafios do mercado de trabalho”, explicou.
A participação da Tech Vikings em uma competição internacional reforça o espaço conquistado pela equipe de Naviraí na robótica educacional e evidencia o investimento em formação ligada à inovação, à tecnologia e ao desenvolvimento de habilidades valorizadas no presente e no futuro do trabalho.
A Critica