Editor Responsável: Wilson Soares dos Reis - DRT 0002163/MS
soaresfilho50@gmail.com
67 99977 4559
Previsão indica temperaturas acima da média, chuvas intensas e risco de vendavais e granizo entre novembro e janeiro
Por: Soares Filho | 23/10/2026 16:45
Mato Grosso do Sul deve enfrentar temperaturas elevadas, ondas de calor e tempestades intensas nos próximos meses devido à influência do fenômeno El Niño. Segundo o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), a previsão para o período entre novembro e janeiro indica chuvas acima da média histórica, acompanhadas de calor intenso e risco de eventos climáticos extremos.
Apesar da previsão de maior volume de chuva, a distribuição não será uniforme entre os municípios. A meteorologista Valesca Fernandes, coordenadora do Cemtec, explica que algumas regiões poderão enfrentar períodos de estiagem, enquanto outras terão temporais. “O trimestre, entre novembro e janeiro, tem tendência de chuvas acima da média, mas podem ocorrer períodos de estiagem, distribuição irregular, diferenças significativas entre regiões e municípios”, afirmou.
O fenômeno El Niño poderá atingir intensidade muito forte, favorecendo dias de calor intenso e tempestades de curta duração, com chuvas fortes, rajadas de vento, descargas elétricas e queda de granizo. Segundo o Cemtec, o cenário é diferente do observado em 2023 e 2024, quando as altas temperaturas foram acompanhadas de pouca chuva, aumentando o risco de grandes queimadas no Estado.
Diante da previsão, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) já capacitou 675 profissionais de saúde para atender ocorrências relacionadas a eventos climáticos extremos. Os treinamentos começaram em agosto e passaram pelas nove regiões de saúde de Mato Grosso do Sul, incluindo municípios como Campo Grande, Dourados, Corumbá, Coxim, Bonito e Porto Murtinho.
As capacitações abordam atendimentos de emergência, identificação de riscos e cuidados com pessoas afetadas por calor extremo, secas, queimadas e chuvas intensas. “Em situações de eventos climáticos extremos, a identificação precoce dos riscos e o atendimento adequado fazem diferença na prevenção de complicações”, destacou Karyston Adriel da Costa, coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica da SES.
Soares Filho