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Corredor internacional deve ampliar o comércio com a Ásia e fortalecer a distribuição de mercadorias, mas integração aduaneira ainda é desafio
Por: Soares Filho | 27/10/2026 18:20
Mato Grosso do Sul poderá assumir uma posição estratégica na distribuição de mercadorias pelo Brasil com a consolidação da Rota Bioceânica, corredor internacional que conectará o território brasileiro aos portos do Oceano Pacífico. A perspectiva foi apresentada pelo secretário-adjunto de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Alex Melotto, durante o I Congresso Aduaneiro da 1ª Região Fiscal, realizado em Campo Grande.
A nova ligação comercial poderá facilitar tanto o escoamento de produtos brasileiros para mercados internacionais quanto a entrada de mercadorias asiáticas destinadas a diferentes regiões do país. “MS será um grande hub de distribuição no Brasil. É essa a expectativa que nós temos em relação à Rota”, afirmou Melotto. A localização geográfica do Estado é apontada como uma vantagem para a expansão das operações logísticas e comerciais.
Apesar dos avanços nas obras de infraestrutura, o secretário-adjunto destacou que a eficiência do corredor dependerá também da integração entre os sistemas alfandegários dos países participantes. A padronização de procedimentos e a redução da burocracia nas fronteiras serão fundamentais para evitar atrasos e aumentar a competitividade do transporte internacional. “Nosso maior desafio é garantir previsibilidade e fluidez. Precisamos criar, entre os países, condições para que as mercadorias circulem com menos interrupções”, ressaltou.
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Para preparar o Estado, o Governo de Mato Grosso do Sul mantém um Comitê de Governança responsável por articular ações nas áreas de infraestrutura, comércio exterior, educação e fiscalização aduaneira. Entre as iniciativas está a formação de profissionais especializados em comércio internacional pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), no município de Jardim. Outro avanço destacado é a construção da ponte internacional entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no Paraguai, considerada uma das principais estruturas para viabilizar a conexão rodoviária.
O congresso reuniu representantes da Receita Federal, especialistas e gestores públicos para discutir os desafios econômicos, geopolíticos e operacionais do Corredor Bioceânico de Capricórnio. A expectativa é que a consolidação da rota atraia investimentos, estimule novos negócios e fortaleça a economia sul-mato-grossense, posicionando o Estado como um importante ponto de conexão comercial entre o Brasil, os países vizinhos e os mercados asiáticos.
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