Segunda-Feira, 10 de Maio de 2021

Personal investigada por esquema de grampos morre em Cuiabá


Hellen Christy ficou conhecida em 2017 após ser presa por supostamente atrapalhar as investigações do escândalo que ficou conhecido nacionalmente como ‘grampolândia pantaneira’.
Helen Christy Carvalho Dias Lesco morreu nesse domingo (25) — Foto: Facebook/Reprodução

A personal trainer e influencer digital Hellen Christy, de 41 anos, morreu após ter uma parada cardíaca na noite desse domingo (25), em Cuiabá.

Hellen era casada com o ex-chefe da Casa Militar, coronel da reserva Evandro Lesco.

Ela teria passado mal em casa e foi reanimada pelo marido, que a levou até um hospital particular de Cuiabá. No local, Hellen sofreu uma nova parada cardíaca e faleceu.

Nas redes sociais, Hellen, que tinha mais de 76 mil seguidores, e recebeu homenagens de amigos e familiares.

Ainda na tarde desse domingo, Hellen estava interagindo com alunos e amigos no Instagram.

A personal ficou conhecida em setembro de 2017 após ser presa por supostamente atrapalhar as investigações do escândalo que ficou conhecido em todo o Brasil como, grampolândia pantaneira. Um mês depois de ser presa, ela foi solta por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Assim como ela, o coronel Evandro Lesco também foi preso por participação no esquema.

 

Esquema de grampos

 

O esquema dos grampos clandestinos foi denunciado pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, após ele deixar o staff do governo do estado. O esquema era operado por policiais militares por meio de um fictício Núcleo de Inteligência, numa suposta investigação sobre a participação de policiais em tráfico de drogas. Porém, a polícia pediu à Justiça a autorização para quebrar o sigilo telefônico de pessoas que não tinham nada a ver com essa apuração.

Ao todo, centenas de políticos de oposição ao atual governo do estado, jornalistas, advogados e médicos foram grampeados.

O MP denunciou o cabo da PM, três coroneis e um tenente-coronel por participação no esquema dos grampos. Eles devem responder por ação militar ilícita, falsificação de documento, falsidade ideológica e prevaricação.

 

Investigação pelo STJ

 

No dia 18 de outubro, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) remeteu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), todos os inquéritos e depoimentos referentes às interceptações telefônicas ilegais operadas por policiais militares no estado entre os anos de 2014 e 2015. A medida havia sido determinada pelo ministro Mauro Campbell Marques no último dia 11, após indícios de envolvimento do governador Pedro Taques no esquema.


Fonte: GLOBO.COM