Sábado, 12 de Junho de 2021

Com gás a quase R$ 100, revendedores juram que ainda têm de arcar com prejuízo


Distribuidoras vendem o GLP por R$ 75 a R$ 98 em Campo Grande, conforme dados da ANP.
Foto: Ilustrativa

O valor do botijão de gás em Campo Grande e na maioria das cidades de MS chegou a quase R$ 100. Com reajuste de 5% no preço do gás de cozinha válido desde o mês passado, revendedores justificam que precisaram aumentar o valor do produto como forma de manter os negócios na ativa.

Conforme dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), publicados na semana passada, o preço médio do produto é de R$ 83,60 em Campo Grande, indo de R$ 75 a R$ 98 nos estabelecimentos pesquisados pelo órgão. Nesta manhã (4), a reportagem foi até alguns locais da cidade para verificar por quanto era vendido o botijão.

Na Avenida Mascarenhas de Moraes, vendedor aplica preço de R$ 80 com taxa de entrega de R$ 10. Segundo ele, o preço alto é justificado pelos aumentos que têm acontecido a nível nacional. "A gente tem conseguido permanecer só com esse preço mesmo, não temos muito o que fazer. Porque vem de cima e precisamos atualizar, e ainda assim não conseguimos passar todo o valor para o consumidor".

A gente precisa reter uma parte, porque caso contrário não tem como vender. Já tivemos vários aumentos neste ano e sabemos que vai aumentar novamente”, prevê o dono do estabelecimento.

Na Vila Marly, outro revendedor faz venda por R$ 74,90, com R$ 5 para entrega. Ele relata conseguir “segurar” o preço, mas já avisa que deve aumentar em maio. “Os clientes pesquisam e conseguem ver que aqui está mais barato, mas ainda assim, não tem como conter todo o aumento”.

No Jardim dos Estados, o preço é um pouco maior, de R$ 91. Por lá, revendedores dizem que há cinco meses o valor era cerca de 15% mais barato, mas por conta do “aumento que vem de cima”, valores tiveram de ser reajustados.

Além disso, o proprietário do lugar também avalia redução no consumo mais perceptível na venda para estabelecimentos, sobretudo restaurantes. “Com pessoas físicas, não vimos redução de consumo, mas empresas acabaram fechando e perdemos clientes. Isso também afeta nos valores, porque precisamos continuar pagando os boletos e não temos muita escolha ao não ser ficar com uma parte desse valor e repassar para o consumidor”, justifica.


Fonte: Campo Grande News