Sábado, 12 de Junho de 2021

Número de presos por tráfico aumentou 16% em um ano em MS


Dos 20.353 internos nas unidades penitenciarias de regime fechado no Estado, 7.975 foram presos por tráfico de drogas
Número de apreensões aumentou, mas prisões diminuíram - Foto: Divulgação / DOF

O número de detentos presos por tráfico de entorpecentes apresentou um amento de 16% em Mato Grosso do Sul, no último ano.

Os dados são da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul (Agepen), e se referem ao período entre abril de 2020 e abril de 2021.

Dos 20.353 internos nas unidades penitenciarias de regime fechado no Estado, 7.975 foram presos por tráfico de drogas.

Enquanto que no ano passado, dos 18.669 presos, 6.830 cumpriram pena por tráfico.

De acordo com o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, a quantidade de presos cresceu justamente pelo maior número de apreensões de drogas nas regiões de fronteira do Estado no último ano.

“Nosso estado tem a divisa com dois países ‘produtores’ de drogas, o que significa que estamos em um corredor de tráfico”, explica Aud.

“A incidência das nossas forças de segurança, trouxe, contudo, o aumento no número de apreensões, por isso é possível perceber que o número de detentos está maior”, completa o diretor. 

Também é possível observar, que no último ano o número de detentos, em geral, aumentou em 9% no último ano, mesmo com a diminuição no número de crimes como roubos e homicídios, em razão do aumento na fiscalização durante a pandemia. 

O número geral vem apresentando crescimento ao longo dos anos, mas Chaves explica que isso acontece pelo fato de as penas serem as mais longas, principalmente no crime de homicídio, que representa um dos crimes mais praticado entre os presos.

“Como o artigo de homicídio é uma pena alta eles já estão lá a tempo. A maioria das apreensões são tráficos de drogas e contrabando de armas. Nossos policiais estão cada vez mais equipados, com tecnologia avançada, o que auxilia na desarticulação de grandes quadrilhas”, pontua.

“É só observamos a média dos últimos cinco anos. Vamos perceber que a maioria das prisões foi de organizações criminosas”, completa Chaves.


Fonte: Correio do Estado