Sábado, 12 de Junho de 2021

Sem a possibilidade de abrir leitos, infectologista prevê “tragédia” em MS


Crise sanitária avança no Estado, com colapso do sistema de saúde e mais de 6 mil infectados no mês de junho
Pacientes são colocados em ambulâncias para viagem por terra até Campo Grande (Imagem: Adilson Domingos)

Com o sistema de saúde público e privado em colapso, altos índices de internação por coronavírus e 292 pacientes à espera de leitos clínicos e de unidades de terapia intensiva (UTIs) ontem, Mato Grosso do Sul vive o pior momento já visto na pandemia. 

Para o infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Julio Croda, os próximos dias de feriado prolongado serão de “tragédia”.

“Tanto o gestor de Campo Grande Marcos Trad, maior cidade do Estado, quanto o governador Reinaldo Azambuja não querem seguir a recomendação técnico-científica de lockdown estadual”, reiterou o pesquisador. Conforme Croda, apenas Dourados restringir a mobilidade urbana a serviços essenciais não resolve o problema de contágio e mortes por Covid-19 em MS.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, não existe a possibilidade de abrir mais leitos em Mato Grosso do Sul por falta de estrutura física e recursos humanos. 

“O único caminho para controlar a pandemia é com a colaboração da população que ainda insiste em descumprir o que recomendamos há um ano e meio”, ressaltou.


Fonte: Redação