Sábado, 12 de Junho de 2021

Alto preço do kg da carne vermelha faz com que frango volte a ser valorizado


Pesquisadores apontam os recentes avanços que tentam garantir melhores margens para o setor, que tem sido pressionado pelos elevados custos de produção
De acordo com boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), quanto às exportações brasileiras de carne de frango in natura, atingiram em maio o maior volume desde julho de 2018 - (Foto: Divulgação)

Com alto preço da carne vermelha, a carne voltou a ser valorizada nas mesas das famílias. Pesquisadores apontam os recentes avanços que tentam garantir melhores margens para o setor, que tem sido pressionado pelos elevados custos de produção. Além do alto preço do milho e do farelo de soja, agroindústrias, frigoríficos e avicultores passam a se preocupar com os gastos com eletricidade, uma vez que a crise hídrica levou o custo da energia para a bandeira vermelha-2, a mais alta.

De acordo com boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), quanto às exportações brasileiras de carne de frango in natura, atingiram em maio o maior volume desde julho de 2018. Além do incremento na quantidade, o aumento no preço médio do produto embarcado também favoreceu o resultado financeiro, compensando o recente enfraquecimento do dólar frente ao real. De acordo com o relatório da Secex, em maio, 383,2 mil toneladas de carne de frango in natura foram exportadas, 5,6% acima do volume escoado em abril e 2,9% maior que o de maio de 2020.

Consumo de carne - A pandemia da Covid-19 provocou mudanças à mesa dos brasileiros, que cortaram o consumo de carne bovina para o menor nível em 25 anos, de acordo com dados do governo, que calcula a disponibilidade interna do produto subtraindo o volume exportado da produção nacional.

Não bastasse a perda de renda da população, os preços de cortes bovinos dispararam, na esteira de valores recordes da arroba do boi gordo, limitando o consumo interno, enquanto a China importa como nunca carnes do Brasil.

Agora, cada brasileiro consome 26,4 kg desta proteína ao ano, queda de quase 14% em relação a 2019 - quando ainda não havia crise sanitária. Este é o menor nível desde 1996, início da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Só nos primeiros quatro meses do ano, o consumo per capita de carne bovina caiu mais de 4% em relação a 2020, estima a Conab.


Fonte: A Crítica MS