Sábado, 24 de Julho de 2021

Alvo de investigações, ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, pede demissão


Ministro é alvo do inquérito da Polícia Federal sobre favorecimento aos empresários do setor madeireiro
Foto: Divulgação

Alvo de investigações, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu hoje demissão do governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Logo depois, Salles concedeu entrevista a jornalistas justificando a sua saída. Joaquim Álvaro Pereira Leite, que era da Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais, vai substitui-lo no cargo. "Na agenda nacional, precisa ter união forte de anseio e esforços, e que isso se faça de forma mais serena possível. Pedi exoneração e serei substituído por Joaquim Alves Pereira Leite.

Autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), investigação da PF (Polícia Federal) apura se Salles atuou para afrouxar o controle do Ibama sobre a exportação de madeira. Segundo as investigações, ele reuniu-se em março do ano passado com um grupo de madeireiros no Pará que vinham tendo cargas de madeira retidas em portos no exterior por falta da autorização do Ibama.

A Operação Akuanduba executou buscas e apreensões nos endereços de Salles e de outros 21 investigados, entre servidores do ministério, dirigentes do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e empresários do ramo madeireiro. Durante a coletiva, Salles também destacou ações feitas pela sua gestão, além do equilíbrio entre desenvolvimento econômico e sustentável. "Tivemos cuidado com todos os aspectos daquele ministério. Ao mesmo tempo, respeito também o agronegócio, empresários de todos os setores, de mineração, imobiliário. A necessidade do Brasil de ter suas obras de infraestrutura, ser líder do agro. Esse equilíbrio importante que foi pedido pelo presidente desde o início decorre com o compromisso que temos com o Brasil", disse Salles. "Fizemos o maior programa de pagamento do mundo, fizemos também muito importante o início de uma negociação que se concretizara no fim do ano na Cop 16, os países ricos pagarem pelo carbono que usarem. Essa postura firme que tivemos permitiu que essa negociação se iniciasse. Fizemos também no âmbito do ministério uma série de outras medidas, que são justamente alinhadas pelo projeto escolhido para o BR em 2018 com a eleição do presidente Bolsonaro", concluiu.


Fonte: Uol.com