Sábado, 24 de Julho de 2021

Programa Estrada Viva combate morte de animais nas rodovias de MS


Foto: Ilustrativa

Um dos principais problemas nas rodovias de Mato Grosso do Sul é a morte de animais silvestres. Dados levantados pela Secretaria de Infraestrutura do Governo do Estado, tomando em conta 600 quilômetros de estradas que são monitorados entre Bonito e Aquidauana, revelam que por mês de 45 a 50 animais morrem vítimas de acidentes.

Riedel reuniu-se com representantes de diversas ONG's para alinhamento das necessidades locais O que os números não mostram é que, além das mortes desses animais silvestres, o que já é um fator muito grave, considerando que estamos tratando muitas vezes de animais em risco de extinção, como os tamanduás bandeiras, os acidentes podem ocasionar óbitos humanos, diante da colisão.

Para mitigar as mortes no trânsito, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul, por intermédio da Agesul/Seinfra, desenvolveu o programa Estrada Viva - a fauna pede passagem - programa permanente de monitoramento e ações de redução de atropelamento de animais silvestres nas rodovias MS-040, MS-178, MS-382 e BR-359.

O programa "Estrada Viva", desenvolvido desde 2016 em parceria com o Centro de Estudo em Meio Ambiente e Áreas Protegidas daUniversidade Estadual de Mato Grosso do Sul (Cemap/UEMS), cataloga as espécies atropeladas e identifica os principais pontos de passagem dos animais para propor medidas preventivas e de mitigação dos incidentes.

Agora, diante da necessidade dar mais assertividade, Riedel decidiu, além de ampliar o alcance do programa, e inseri-lo ‘literalmente’ no DNA dos projetos de infraestrutura que envolvem estradas e rodovias. "É importante que haja a união entre a instituição pública e iniciativas privadas, como as ONG’s – Organização Não Governamentais - que nos procuraram para apresentar este conceito ecologia de estrada".

Riedel refere-se ao encontro entre os representantes de diversas ONG’S que atuam na defesa da fauna e flora da região da Serra Bodoquena, entre eles Fernanda Delborgo Abra (Viafauna Estudos Ambientais LTDA); Angela Kuczach (da Rede Nacional Pró-unidades de Conservação); Juliana Camargo de Oliveira (Ampara Animal); Raquel Menezes Vieira Machado (Instituto Raquel Machado); Arnoud Desbiez (Projeto Tatu Canastra); Felipe Dias (Instituto SOS Pantanal); Yolanda Prantl Mangieri (Neotrópica do Brasil e o grupo Unidos Serra da Bodoquena) e Maurício Forlani (Ampara Animal).

Riedel decidiu, portanto, pela retomada e ampliação do projeto, a construção de um grupo de trabalho para inserção dessas organizações no Estrada Viva e a inserção da iniciativa nos próximos projetos de infraestrutura do Governo do Estado. "Estamos em um Estado onde um dos nossos maiores ativos é a sustentabilidade, água e a pegada do carbono. Esses três vetores nos dão um potencial econômico e ambiental, conciliando o interesse econômico com a preservação. É totalmente possível", acrescentou Riedel.


Fonte: Douradosagora