Terca-Feira, 19 de Outubro de 2021

Ferrovia irá cortar pela metade custos com transporte de soja e milho no MS


Estrada de ferro de 76 quilômetros ligará município até Maracaju.
Ilustração

A implantação de um ramal da Ferroeste na região de Dourados terá como principal benefício o barateamento no transporte da produção agrícola do Mato Grosso do Sul, especialmente a soja e milho.

Segundo economista ouvido, a redução nos custos de logística de transporte dos grãos pode chegar a 50%. A estrada de ferro de 76 quilômetros ligará Dourados até o município de Maracaju, trecho importante para o escoamento de commodities.

Através deste ramal, os produtos chegarão até Campo Grande por meio da retomada da linha já existente, e seguem até Corumbá e Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, chegando ao Oceano Pacífico.

A inclusão de Dourados no plano de modernização das ferrovias do Governo Federal foi anunciada na semana passada.

O investimento da Ferroeste neste empreendimento será de R$ 2,85 bilhões nos próximos anos. A implantação da linha férrea, pleiteada pelo município há um bom tempo, significa escoamento da produção mais rápido e barato, o que aumenta a competitividade dos produtos douradenses.

Segundo o economista Carlos Alberto Vitoratti, há ainda a possibilidade de implantação de um outro ramal, que está em estudos no Banco Mundial, para ligar Maracaju/Dourados a Cascavel e Porto de Santos. A rota já autorizada pelo governo federal, apesar de mais longa, torna os custos de logística de transporte dos grãos brasileiros, especialmente a soja e o milho, ainda mais baratos.

Na opinião do economista, o único desafio será com relação à recuperação da linha férrea entre Ponta Porã e Campo Grande, que está deteriorada.


Fonte: Portal da Cidade