Quarta-Feira, 27 de Outubro de 2021

Utilização do gengibre no auxílio de tratamento em pacientes com câncer


O gengibre estimula o olfato e paladar, o que contribui para a diminuição do uso do sal para temperar os alimentos.
Ilustração

As náuseas e vômitos causados pela quimioterapia são considerados como os efeitos colaterais mais graves do tratamento do câncer. Sua ocorrência pode estar relacionada ao espectro clínico do próprio câncer ou à toxicidade do tratamento utilizado.

Os sintomas de náuseas e vômitos induzidos pela quimioterapia, são características do tratamento que influenciam diretamente na qualidade de vida do paciente, levando à desidratação e desequilíbrio eletrolítico, anorexia, distúrbios alimentares, problemas psicológicos, desnutrição e atrasos na quimioterapia. Com o uso crescente da quimioterapia, o controle desses sintomas continua sendo um objetivo importante na busca do melhor tratamento com o menor impacto na qualidade de vida de pacientes oncológicos. 

Neste sentido, o gengibre (Zingiber officinale) tem sido empregado para tratar várias condições clínicas, incluindo aquelas que afetam o trato digestório, tais como: dispepsia, flatulência, náuseas e dor abdominal. O rizoma de gengibre tem uma diversidade de elementos bioativos, entre eles, os gingeróis, shogaóis, zingibereno, zingerona e paradol, os quais podem incentivar as secreções orais e gástricas e normalizar a motilidade gastrointestinal.

Vale destacar, que o gengibre estimula o olfato e paladar, o que contribui para a diminuição do uso do sal para temperar os alimentos. O chá, muitas vezes recomendado, por sua vez, favorece a hidratação e colabora na eliminação as toxinas. No entanto, o uso do gengibre, em conjunto com mudanças positivas de comportamento alimentar que envolvam um padrão dietético saudável, pode beneficiar a saúde no longo prazo.

Contudo, a sua utilização merece atenção com relação à quantidade. Quando utilizado em elevadas quantidades o gengibre pode desencadear problemas gástricos, nomeadamente ardor e dores gástricas devendo ser reduzida a sua ingestão por pessoas que possuam previamente problemas gástricos. Também apresenta algumas restrições, a exemplo, a recomendação de que em casos de cálculos biliares, é preciso utilizar apenas com acompanhamento de um profissional de saúde. Evite o uso em doses elevadas caso esteja usando anticoagulantes, com desordens de coagulação, ou tenha cálculos biliares, gestantes, irritação gástrica ou hipertensão.


Fonte: Dourados News