Terca-Feira, 07 de Dezembro de 2021

Fiocruz alerta para aparecimento de outros vírus que causam SRAG em crianças


SRAG pode ser causada pelo coronavírus, mas outros vírus têm sido mais preocupantes nessa faixa etária
Ilustração

A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) alertou nesta quinta-feira (28) para o reaparecimento de outros vírus respiratórios que vêm causando SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) em crianças de 0 a 9 anos, para além do coronavírus. Tratam-se do bocavírus e parainfluenza 3 e 4.

Esse alerta surge em meio a uma redução de casos em faixas etárias mais velhas, sobretudo entre os adultos. Vale lembrar que a vacinação da covid-19 só é permitida a pessoas acima dos 12 anos no Brasil, conforme a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo o órgão, o VSR (Vírus Sincicial Respiratório) e rinovírus, que reapareceram e já são registrados desde o começo de 2021, têm infectado mais que o causador da covid-19, e estão prejudicando vias respiratórias e pulmões de recém-nascidos e crianças pequenas.

O VSR gera mais preocupação em bebês prematuros, cardiopatas ou com problemas crônicos no pulmão, e pode ser responsável por 75% das bronquiolites e 40% das pneumonias em crianças de até dois anos durante seu período de maior incidência.

"Crianças com menos de cinco anos têm maior risco de desenvolver formas graves. Cerca de 10 a 15% dos casos em bebês menores de dois anos necessitam de internação hospitalar, às vezes, em UTI [Unidade de Terapia Intensiva]", diz a publicação da Fiocruz.

Tendência nacional - Em geral, os casos na faixa etária mais jovem destoam das demais e têm estabilizado em um patamar alto, próximo a 1,2 mil, semelhante ao verificado no pico desse índice, em julho de 2020. "Nas demais faixas etárias, o patamar atual representa os menores valores desde o início da pandemia no País", diz a Fiocruz.

Ainda assim, vale ressaltar que, desde meados de março deste ano, a transmissão comunitária da síndrome têm reduzido, como mostra o boletim da Fiocruz.

“O número de casos de SRAG segue abaixo dos picos de março e maio deste ano, porém mantendo valores superiores aos de 2020. Houve apenas um leve aumento nas últimas semanas em alguns locais, mas se mantendo dentro da média recente. O importante é destacar essa volta de outros vírus respiratórios gerando SRAG”, afirma o coordenador do InfoGripe, pesquisador Marcelo Gomes.

Por fim, de acordo com a Fiocruz, Mato Grosso do Sul e outros 14 estados brasileiros indicam queda também a longo prazo. O mesmo vale para Campo Grande.


Fonte: CampoGrandeNews