Terca-Feira, 07 de Dezembro de 2021

Há pelo menos 20 anos no crime, família de MS comanda tráfico de cocaína mesmo presa


Um dos acusados tinha até regalias em presídio
Droga apreendida na Operação El Camino - (Divulgação, Gaeco)

Com primeiro processo por tráfico de drogas datado de 2001, família de Corumbá, cidade distante 444 quilômetros de Campo Grande, seria uma das responsáveis pelo comando no tráfico de cocaína em Mato Grosso do Sul. Alvo de operações e denúncias, a família é apontada como liderança de organização criminosa que recentemente se tornou ré.

Ao todo, foram 24 denunciados em processo que resultou na Operação El Camino, em agosto desse ano. Conforme o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), em 2019, um dos membros da família chegou a ser preso e, com ele, anotações do tráfico foram encontradas. Com isso, veio a Operação Breaking Bad, que cumpriu mandados em Corumbá, Ladário, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, além de Birigui e Campinas, no interior de São Paulo.

A partir daí, a organização criminosa especializada no tráfico e lavagem de dinheiro foi identificada, com 24 integrantes em uma estrutura hierarquizada. Os criminosos mantinham, inclusive, imóveis em Campo Grande para o depósito da droga, além de oficinas para modificarem os veículos em que a cocaína era transportada.

Foi apurado que o grupo fazia o transporte da cocaína de Corumbá para Campo Grande e depois distribuía para São Paulo. Entre setembro de 2020 e junho de 2021 o grupo teria feito o transporte de várias remessas de drogas. Com a prisão em flagrante de alguns integrantes, foram apreendidos mais de 760 quilos de cocaína e pasta base, droga estimada em R$ 35 milhões.

Prisão não resolve

O Gaeco identificou ainda que mesmo presos os integrantes da organização continuavam comandando o tráfico e, inclusive, se especializando. A ‘família do tráfico’ já atua no crime há pelo menos duas décadas e adquiriu contatos e influência no meio criminoso, alcançando o posto de um dos principais fornecedores de cocaína e pasta base da região, segundo aponta a denúncia.

Em 2017, um dos membros da família foi alvo da Operação Xadrez, que apurou que ele tinha privilégios no presídio de Corumbá, de onde inclusive usava o telefone fixo do diretor do presídio. A princípio, ele teria sido transferido para o Presídio de Segurança Máxima em Campo Grande, de onde teria continuado a traficar.


Fonte: Midiamax