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Força Tarefa trabalha na contenção do aedes aegpty em Dourados.
Por: Soares Filho | 28/03/2026 17:40
A escalada de casos de Febre Chikungunya em Dourados deve permanecer, pelo menos, pelos próximos dois meses. Com parte dos pacientes chegando à próxima fase da doença, enquanto novos casos surgem, a perspectiva é de mais pressão em uma rede hospitalar que já possui uma alta taxa de ocupação de leitos e aumento no fluxo de atendimento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
“O município de Dourados por ser sede de região, já sofre uma pressão na rotina dos leitos. A gente tem os leitos hospitalares com mais de 89%, 90% de ocupação. Com o advento da questão da Chikungunya, a pressão aumenta”, explica Márcio Grei de Figueiredo, secretário da Sems (Secretaria Municipal de Saúde).
“Entendemos que teremos aqui ainda mais 8 a 10 semanas de aumento de casos, então é preciso que a gente organize os nossos serviços, a nossa grade hospitalar, para que a gente consiga passar por isso atendendo as pessoas”, complementa.

Márcio Grei de Figueiredo, secretário de Saúde em Dourados.
O secretário pontua que há tratativas com o Governo do Estado para apoio na ampliação da oferta de leitos, para além dos 15 adultos e pediátricos destinados no HRD (Hospital Regional de Dourados) recentemente.
Segundo o prefeito, Marçal Filho (PSDB), há possibilidade de contratação de leitos na rede particular conveniada, se for necessário. Para isso, essas unidades já estariam apresentando sua capacidade de absorver a demanda e também o custo para o poder público.
OCUPAÇÃO DE LEITOS
O Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento divulgado pela prefeitura nesta sexta-feira, dia 27, aponta para 37 pessoas internadas, sendo 20 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), sete no HRD, seis no Cassems, duas no Hospital da Missãi, uma no Unimed e uma no Evangélico Mackenzie.
Já o Informe Epidemiológico Diário que traz o recorte de casos entre a população indígena, aponta para 428 atendimentos hospitalares entre os moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó. Esses números incluem a população de Dourados, Itaporã e Douradina, pertencente à Reserva Indígena, onde há um surto da doença.
FASE ‘PÓS-AGUDA’ DA DOENÇA
São 899 casos confirmados e 794 em investigação em Dourados. Já nas aldeias são 674 casos positivos e 516 aguardando resultados de exames para diagnóstico.
A média apontada em pesquisas é de 70% dos infectados apresentam sintomas, ou seja, a maioria precisa procurar os serviços de saúde.
Conforme o relatório, o padrão da curva de casos a partir do início dos sintomas, sugere que a grande maioria dos pacientes douradenses estão atualmente na fase ‘aguda’ da doença, que dura até o 14ª dia.
Parte desses podem evoluir para a segunda fase que é a ‘pós-aguda’. Esta pode incluir a persistência de dores articulares, entre outros, por pelo menos três meses. Já a terceira etapa pode levar até dois anos e é considerada ‘crônica’
Pacientes que adquirem as formas mais graves geralmente precisam de internação prolongada e, pelo menos, a metade dos óbitos está associada às formas mais graves que ocorrem na fase ‘pós-aguda’.
Soares Filho (Redação)