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Em meio a reajuste de pedágio, prefeitos de MS cobram avanço das obras na BR-163


Em reunião com a Motiva, gestores de nove municípios pediram duplicações, viadutos e passarelas na rodovia.
Trânsito pesado na BR-63, em trecho do km 484. Foto: Juliano Almeida Por: Soares Filho | 15/05/2026 13:54

Prefeitos de cidades cortadas pela BR-163 cobraram avanço nas obras e melhorias urbanas durante reunião realizada em Campo Grande nesta sexta-feira (15) com a concessionária Motiva, responsável pela rodovia em Mato Grosso do Sul. O encontro ocorre em meio à tentativa da concessionária de obter aumento de 39,3% nas tarifas de pedágio, anúncio que já preocupa gestores municipais.

Segundo a Motiva, a reunião teve como objetivo “apresentar o andamento das ações já executadas pela concessionária, o cronograma das próximas obras e os investimentos previstos no contrato de concessão da rodovia”. A concessionária restringiu o encontro aos gestores, sem acesso à imprensa.

Prefeitos de diferentes municípios afirmaram que aproveitaram o encontro para pressionar por duplicações, viadutos, passarelas e acessos considerados essenciais para a segurança da população e o desenvolvimento econômico das cidades.

Prefeita de Mundo Novo, Rosária disse que a população espera melhorias proporcionais ao reajuste tarifário (Foto: Mylena Fraiha).

O prefeito de Rio Verde de Mato Grosso, Réus Fornari (PP), foi o mais incisivo ao relacionar o aumento do pedágio à necessidade de conclusão das obras previstas. “É preciso concluir as etapas que precisam ser concluídas antes de aumentar o pedágio. Não pode aumentar a tarifa e continuar com as obras atrasadas”, afirmou.

Segundo Fornari, atualmente o trecho da região recebe apenas serviços de manutenção. “Lá as obras estão paradas neste momento. Está tendo mais operação tapa-buraco, mais ou menos isso, por enquanto. Não está tendo atuação de outro tipo de obra”.

O gestor também defende a substituição de rotatórias por viadutos nos acessos urbanos da BR-163. “A gente veio aqui saber se é possível fazer as passagens com viadutos, e não com rotatórias. Acho que rotatória é uma coisa do passado”, comentou. “Tanto para a rodovia quanto para a passagem de veículos urbanos. Lá, se fizerem rotatória, vai causar transtorno e perigo. Se fizerem viaduto, eliminam o risco e criam um acesso muito melhor”.

 Prefeito de Nova Alvorada do Sul, João Paulo diz que a principal preocupação do município está relacionada à segurança de trabalhadores que atravessam diariamente a BR-163 (Foto: Mylena Fraiha).

Já em Mundo Novo, a principal cobrança envolve a falta de avanço na duplicação prometida. A prefeita Rosária Lucca Andrade (PSDB) afirmou que, apesar das obras estarem aceleradas em alguns pontos, a duplicação ainda não saiu do papel no trecho de 128 quilômetros entre a Ponte Ayrton Senna e Naviraí. “O importante seria duplicar tudo”, afirmou. “O que estamos vendo é a implantação de terceira faixa, mas duplicação mesmo ainda não”.


Rosária também comentou a previsão de aumento no pedágio e disse que a população espera melhorias proporcionais ao reajuste tarifário. “Está difícil para todo mundo. Está tudo subindo. Só que a gente queria que os aumentos viessem acompanhados de melhorias nos serviços também”, declarou.

Ela ainda demonstrou preocupação com o impacto do reajuste para trabalhadores que utilizam a rodovia diariamente. “Hoje ainda está acessível, em torno de R$ 7. Vamos ver para quanto eles querem aumentar. Mas, para outras regiões, já está bem mais puxado”.

Novo aumento - Conforme noticiado anteriormente, a Motiva Pantanal apresentou à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) pedido de reajuste médio de 39,3% no valor do pedágio cobrado na BR-163.

A rodovia tem 845,4 quilômetros de extensão em Mato Grosso do Sul, atravessa 21 municípios e conta com nove praças de pedágio. Considerando a tarifa para carros de passeio na praça de Campo Grande, atualmente em R$ 10, o valor poderá subir para quase R$ 14.

Segundo a concessionária, o pedido faz parte da proposta da 1ª Revisão Ordinária da Tarifa de Pedágio dentro do cronograma regulatório previsto no contrato otimizado da concessão. Na segunda-feira (4), a empresa completou nove meses de operação e informou ter atingido o percentual de avanço de obras previsto para o período..

Campo Grande News



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