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Por: Soares Filho | 03/09/2026 15:18
O Banco Central divulgou nesta quinta-feira (3) uma atualização nas diretrizes do PIX voltada a reforçar a segurança do sistema e aprimorar a experiência de quem é vítima de golpes.
Entre as principais novidades, os aplicativos de bancos e instituições financeiras passarão a permitir que o cliente anexe documentos e comprovantes no momento de contestar uma transferência fraudulenta, facilitando a identificação dos criminosos e a análise dos casos.
As alterações estão na versão 7.4 do Manual de Requisitos Mínimos para a Experiência do Usuário do PIX. Segundo o BC, as novas regras entrarão em vigor no dia 1º de março de 2027, prazo definido para que as instituições adequem os sistemas e interfaces de seus aplicativos.
A reformulação será feita no Mecanismo Especial de Devolução (MED), ferramenta criada para viabilizar o estorno de valores em casos de fraudes ou falhas operacionais.
Com a atualização, o fluxo de contestação dentro dos aplicativos passará a:
O sistema também deverá informar com mais clareza quando o caso não é elegível ao MED, como em situações de desacordo comercial que não envolvam fraude, a exemplo de atraso na entrega de um produto ou item com defeito. O objetivo é evitar expectativas indevidas.
Nesses casos, o consumidor será direcionado aos canais corretos de atendimento.
Apesar da mudança na forma como o pedido é feito, as regras gerais do MED não mudaram. O prazo para pedir a devolução segue sendo de até 80 dias após a transferência. A instituição tem até 11 dias para responder se a solicitação foi aceita.
A devolução efetiva continua dependendo da existência de saldo na conta de destino e da validação da fraude pela instituição recebedora.
Para reduzir o risco de novos golpes, o Banco Central também proibiu a inclusão de propagandas, ofertas comerciais, anúncios ou links externos nos comprovantes de pagamento via PIX.
O objetivo do BC é assegurar a finalidade documental do recibo e impedir que criminosos utilizem hiperlinks em comprovantes falsificados ou adulterados como isca para capturar dados das vítimas.
A atualização do manual traz ainda diretrizes complementares para o dia a dia dos usuários:
G1
